Após vazamento, diretor do INSS anuncia fim de grupo de campanha para Lula
Batizado de 'INSS com Lula', espaço foi criado por chefe de gabinete da presidente do órgão
O diretor de Benefícios e Relacionamentos do INSS, Leonardo Bittencourt, anunciou o fim do grupo de WhatsApp criado para fazer campanha para Lula entre servidores do órgão. A decisão foi anunciada após o Radar revelar a existência do espaço.
Batizado de “INSS com Lula”, o grupo foi criado pela chefe de gabinete da presidência do instituto, Ana Márcia Fassbender, e era administrado por ela e por Bittencourt.
Em mensagem enviada na comunidade na noite de terça-feira, o diretor afirmou que o espaço foi criado com “telefones privados” e que não tinha “qualquer relação institucional”. Além disso, declarou que nem ele nem Ana Márcia fariam “qualquer tipo de retaliação” contra os servidores que não quisessem participar.
“Boa noite. A todas e a todos, sao 20 h, fora horário expediente. Montamos esse grupo, eu e Ana Márcia, dos telefones privados. Sem qual quer relação institucional, todavia, saiu imprensa, revista Veja, uma notícia falsa, mentirosa, que colegas estariam aceitando participar do grupo com medo de retaliação. Jamais na minha vida profissional, e, e garanto nem Ana Márcia faríamos qualquer tipo de retaliação. Diante disso encerro este grupo”, escreveu Bittencourt.
Antes do encerramento, o nome tinha sido alterado para “Apoio a Lula!”, sem mais referência institucional.
O grupo foi utilizado para convocar para um ato chamado “Esplanada com Lula”, realizado na noite de segunda-feira no Teatro dos Bancários, em Brasília.
Também foi divulgada lá uma camisa com a inscrição “Previdência com Lula”, que foi utilizada por quem foi ao evento. As peças foram feitas por uma “vaquinha” entre os integrantes.
A campanha eleitoral só começa oficialmente no dia 16 de agosto. Até lá, não é permitido pedir votos para si mesmo ou outras pessoas.
No sábado, começou o período de defeso eleitoral, que impõe restrições aos funcionários públicos.
Procurado, o INSS disse que não iria comentar o que classificou de “iniciativas individuais que não estejam relacionadas às atividades da autarquia”. “A legislação permite a qualquer cidadão a liberdade de manifestação e organização política, desde que não utilizada estrutura pública. Em caso de eventual denúncia, o INSS tomará as medidas cabíveis no âmbito legal”, diz a nota do órgão.







