Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Após protesto, PM autoriza desfile de blocos no Rio de Janeiro

A Polícia Militar havia negado liberação argumentando que o pedido não havia sido apresentado dentro do prazo de 70 dias

Por Estadão Conteúdo 28 fev 2019, 22h41

Ameaçados de não desfilar por falta de autorização da Polícia Militar, alguns dos mais tradicionais blocos do Rio de Janeiro conseguiram rever a situação nesta quinta-feira, 28, após reunião com o comando da PM.

Um dos blocos sob ameaça era a Orquestra Voadora, que em 2019 comemora dez anos de existência e tem sua apresentação programada para a terça-feira de carnaval, dia 5 de março, quando pretende reunir cerca de 120 mil foliões no Aterro do Flamengo.

A Polícia Militar havia negado autorização para o desfile argumentando que o pedido não havia sido apresentado dentro do prazo – de 70 dias, segundo norma estadual. No entanto, a exigência de que esse prazo fosse cumprido foi instituída por meio de portaria municipal de 2 de janeiro, quando já faltavam menos de 70 dias para o carnaval – portanto, seria impossível respeitar esse tempo.

Por isso, esse e outros blocos divulgaram na noite de quarta-feira, 27, uma carta de protesto em que classificaram a busca por autorização das autoridades públicas como “gincana do impossível”. Após a reunião com a PM, o bloco conseguiu a autorização necessária.

Em nota, a Polícia Militar afirmou que “a corporação segue os procedimentos dispostos no Decreto nº 44.617, de 20 de fevereiro de 2014” e que “flexibilizou os prazos de recebimento de documentações considerando alterações nos procedimentos de autorização dos blocos pela Riotur”. “Essa mudança impactou na análise de ‘nada opor’ (sic). Os blocos que já solicitaram recurso diante da negativa do ‘nada opor’ (sic) serão reavaliados individualmente”, disse a PM. “É importante ressaltar que a corporação necessita de tempo hábil para planejar o policiamento a ser empregado, tendo em vista questões logísticas – mobilização de tropa e a escala de trabalho dos policiais. Também salientamos que, além das demandas de carnaval, a polícia tem outros pontos de atenção (jogos de futebol, Operação Praia, etc) e o patrulhamento ordinário na cidade”.

A Riotur (empresa municipal de turismo, responsável pela organização do carnaval de rua) nega que tenha feito alterações significativas nas regras para regulamentar os blocos no carnaval deste ano e afirma que apenas elencou exigências que já estavam em vigor. A empresa afirma que não tem a atribuição de fiscalizar e iria oferecer estrutura (como banheiros químicos e assistência médica) mesmo aos blocos que não tivessem autorização da PM para desfilar.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês