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Após prisões de agentes, Denarc é reformulado

Departamento muda de nome, perde poder e tem redução de funcionários

Por Da Redação 8 ago 2013, 11h50

A prisão de treze agentes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico de São Paulo (Denarc) por suspeita de envolvimento com traficantes provocou uma profunda reformulação no órgão. A medida foi anunciada nesta quarta-feira por decreto no Diário Oficial do Estado (DOE).

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As mudanças atingiram desde o nome do departamento, passando pelo tamanho, estrutura e atividades. “O principal objetivo é fortalecer as ações do departamento e o controle sobre suas atividades”, disse o secretário de Segurança Pública do estado, Fernando Grella Vieira.

A sigla do departamento permanece a mesma, mas o Denarc passa a se chamar Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico – foi acrescentado o termo Prevenção ao antigo nome. O limite de atuação também fica restrito à capital, em vez de compreender todo o estado. “As investigações no interior só devem ocorrer em casos excepcionais, com autorização do diretor do departamento”, afirma Grella. Ainda será criada uma Unidade de Contrainteligência Policial (Ucip) para identificar vazamentos de informações que possam prejudicar o trabalho investigativo.

Em relação à estrutura, serão também criadas a Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), que substituirá as extintas Divisão de Investigações Gerais (DIG) e a Divisão Especial de Apoio (Deap). A nova organização reduz em quatro o total de delegacias subordinadas às antigas divisões, passando de dez para seis. O trabalho da Dise será concentrado em investigar o tráfico na capital, combatendo organizações criminosas. Segundo o secretário de Segurança, o total de funcionários do departamento deve cair de 400 para 220.

Operação – Realizada no dia 15 de julho, a operação contra os agentes do Denarc foi liderada pelo Grupo de Atuação no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual. Entre as acusações contra os treze policiais consta o recebimento de propina para passar informações a traficantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e retardar investigações. Os traficantes pagavam aos agentes “anuidades” que chegavam a 300 000 reais e “mensalidades” de até 30 000 reais. Segundo relatório do Ministério Público, o esquema movimentou 2 milhões de reais.

(Com Estadão Conteúdo)

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