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Após novos ataques, ônibus em Florianópolis terão escolta

Desde quinta-feira, SC registrou 13 atentados planejados por detentos

A nova onda de ataques a ônibus em Florianópolis que acontece desde a noite de quinta-feira provocou mudanças no transporte público da capital catarinense. Algumas linhas de transporte serão suspensas e outras terão escolta policial quando saírem de terminais à noite. O serviço será completamente interrompido das 22 horas às 7 horas.

As mudanças foram exigidas pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros da Grande Florianópolis (Setuf) ao governo de Santa Catarina. Elas acontecem após o registro de 13 atentados no estado cometidos por membros de organizações criminosas. Em 48 horas, cinco ônibus foram incendiados e uma delegacia e uma base da Polícia Militar foram atacadas.

A escolta policial no transporte público foi usada durante os ataques atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e Primeiro Grupo Catarinense (PGC), em novembro do ano passado. Nesta sexta-feira, a Secretaria de Segurança Pública do esta do confirmou que a ordem para os ataques partiu de dentro do sistema prisional, mas não citou o nome da facção responsável.

Uma das hipóteses é que os atentados foram provocados pela transferência de líderes do PGC da penitenciária de São Pedro de Alcântara, a 30 km de Florianópolis, para Criciúma, no sul do estado.