Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Após naufrágio, moradores impedem retomada de travessia na Bahia

Manifestantes fizeram ato contra o acidente que deixou dezoito mortos e questionaram a falta de segurança na travessia entre Mar Grande e Salvador

Um protesto organizado por moradores de Mar Grande, nesta segunda-feira, em frente ao Terminal de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, impediu a retomada da travessia marítima até Salvador. O tráfego de lanchas e de outras embarcações havia sido autorizado pela Marinha e pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba). O serviço seria normalizado cinco dias após o naufrágio de um barco deixar dezoito mortos.

A saída dos barcos estava prevista para as 5h30, mas as autoridades decidiram suspender o serviço por conta do protesto. Os manifestantes questionavam a falta de segurança na travessia. Na quinta-feira, a lancha Cavalo Marinho naufragou, com 129 pessoas a bordo, no trajeto entre a praia e Salvador. Oitenta e nove passageiros sobreviveram.

Diariamente, mais de quatro mil pessoas fazem o trajeto marítimo. Ministério Público Estadual da Bahia já havia proposto duas ações civis públicas alertando para o risco de acidentes na travessia. A primeira ação civil havia sido proposta em 2007 e a segunda, em 2014. “A precariedade do serviço de transporte hidroviário realizado pelas embarcações tem sido alertada há mais de dez anos”, disse o MPE.

No domingo, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) da Bahia informou que o corpo de um homem foi foi localizado a sete quilômetros de distância do local em que ocorreu o naufrágio. A polícia acredita que pode se tratar de uma das vítimas que ainda estão desaparecidas. Equipes dos Bombeiros e da Polícia Militar seguem fazendo buscas no local.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Osmar Serrragem

    Não há nem o que “questionar”! Contra fatos não há argumentos. Em qualque país de primeiro mundo já estaria havendo prisões. Cadê o famoso “Ministério Público”?

    Curtir