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Após atingir todo o Nordeste, óleo vazado ameaça Norte e Sudeste

Governos dos estados do Pará e Espírito Santo se preparam para a possibilidade de contaminação e montam comitês para monitorar o avanço das manchas

Por Giovanna Romano - 25 out 2019, 15h25

Após atingir os nove estados do Nordeste desde o dia 30 de agosto, manchas de óleo já ameaçam as regiões vizinhas. Pará, no Norte, e Espírito Santo, no Sudeste, preparam-se para a possibilidade de contaminação pelo derramamento de petróleo. Em ambos os estados, as secretarias de Meio Ambiente e a Defesa Civil já foram acionadas.

O governo paraense montou, preventivamente, equipes para monitorar os municípios costeiros. O Espírito Santo também já conta com um comitê de emergência ambiental para lidar com a chegada do óleo. De acordo com a secretaria do estado, não é possível determinar quando – e se – haverá a chegada do óleo às praias capixabas, porém o monitoramento é contínuo.

Nos últimos dias, as manchas de óleo chegaram ao Morro de São Paulo, na Bahia — mais um destino turístico atingido no momento em que já se veem no horizonte o fim do ano e a temporada de verão. Registros de que o petróleo também atingiu recifes de corais são outro indício de que estamos só no início de um problema de dimensões ainda incalculáveis.

Reportagem de  VEJA desta semana mostrou como o derramamento de óleo no Nordeste virou uma crise ambiental para o governo de Jair Bolsonaro (PSL). Desde o fim de agosto, pelo menos 200 praias de todos os noves estados da região foram atingidas. Entretanto, a condução do problema pelas autoridades de Brasília foi lenta para perceber a dimensão da tragédia ambiental. Já são mais de 900 toneladas de óleo retiradas das areias.

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(Com Agência Brasil)

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