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Após 56 mortes, governo do AM diz não ter cogitado invasão

Segundo o secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, as consequências se tornariam imprevisíveis

O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, afirmou na manhã desta segunda-feira que a gestão da rebelião que terminou com pelo menos 56 mortos* em Manaus “foi a única possível”. Ele lamentou o número elevado de mortes, mas disse que “muitas vidas foram poupadas”.

A rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, iniciada neste domingo, durou mais de dezessete horas e deixou ao menos 60 presos mortos, segundo informações do governo do Amazonas. Muitos dos detentos foram decapitados e esquartejados. A situação foi contornada na manhã desta segunda-feira. O número de mortos, porém, já configura a maior matança em presídios do país desde o massacre do Carandiru.

“A invasão do presídio não era viável. As consequências seriam imprevisíveis”, disse ele. Segundo o secretário, a postura de negociação fez com que muitos tivessem “as suas vidas preservadas”. Além dos doze funcionários, outros 74 presos foram feitos reféns, vários deles amarrados nas grades.

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O governo do Amazonas vai alugar um contêiner frigorífico para que os corpos possam ser preservados até a necrópsia. “Vamos tentar fazer o trabalho da maneira mais rápida possível para que possamos entregá-los para as respectivas famílias”, afirmou Fontes.

Ele disse que durante a tarde terá uma reunião com o governador José Melo de Oliveira (Pros) para definir a estratégia a ser tomada após a rebelião. Mais cedo, o governador falou por telefone com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

O Ministério da Justiça ofereceu vagas para eventuais transferências para presídios federais e o envio da Força Nacional de Segurança ao Estado. O governador disse que vai utilizar os mais de 44 milhões de reais que o Fundo Penitenciário Nacional enviou ao Fundo Penitenciário do Amazonas na última quinta-feira.

O secretário confirmou que pelo menos 87 presos fugiram do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). No Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), o número ainda é desconhecido. Será feita uma contagem nesta tarde para saber quantos detentos conseguiram escapar.

Facções

Os presídios estão localizados no quilômetro 8 da BR 174 (que liga Manaus a Boa Vista) e foram tomados por bandidos que integram a Família do Norte (FDN), a maior facção na Região Norte do país. Cerca de 300 detentos teriam conseguido fugir e, até o fim da noite, quinze haviam sido recapturados.

Dentro das cadeias, no entanto, a FDN iniciou o ataque aos rivais do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em outubro, pelo menos 25 morreram em rebeliões em Rondônia, Roraima e Acre nesta disputa de controle. A guerra foi um dos motivos que fizeram o PCC paulista (maior facção do país) rachar com o Comando Vermelho, que se aliou à FDN.

Em vídeos que circulam entre policiais, há uma cena em que detentos enfileiram cinco cabeças decapitadas e e as identificam por nomes que seriam membros do PCC. Houve confronto com a PM quando policiais tentaram retomar o controle do Compaj. Uma dezena de funcionários foi feita refém. Todos foram liberados na manhã esta segunda-feira.

Matanças

O número de mortes no presídio de Manaus já é o maior em presídios do país desde o massacre do Carandiru, em 1992, em São Paulo, quando uma ação policial deixou 111 presos mortos na casa de detenção. Desde então, há outras tragédias no sistema carcerário nacional, como a rebelião em 2004 na Casa de Custódia do RJ, quando morreram 31 pessoas e o motim no presídio de Urso branco (RO), que deixou 27 mortos em 2002. Houve ainda a rebelião no Complexo Penitenciário de Pedrinhas (MA) em 2010, com 18 mortos.

*A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas divulgou uma revisão no início da noite desta segunda do número total de mortos no massacre do presídio em Manaus. Segundo o órgão, foram 56 mortes, e não 60, como havia sido informado no final da manhã.

Comentários

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  1. Brincadeira esse cara. Dizer que a decisão de não invadir poupou muitas vidas. Se tivesse invadido iria ter mais de 60 mortes? Irresponsavel.

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  2. Agiu correto secretário,pois se invade,seria responsabilizado pelos PTBas e a galera dos DIreitos Humanos que a maioria trabalha a serviço da bandidgem ..60 menos criminosos maus nas ruas que assaltam e matam as pessoas por nada,na maior covardia..devia haver mais rebeliões como essa

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  3. Carlos Marques

    Afinal, para o que é que esta porcaria de Estado existe? Nao tem presídio que preste, nao tem policia, não tem escola? Entrega esta josta logo, pra alguém que aceite…

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  4. Carlos Marques

    Que raciocínio idiota, este…”Deixa os presos se matarem”…Ainda nao entenderam que na proxima etapa eles vao matar voce? Estupidos…

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  5. Carlos Marques

    Um pais dito civilizado nao deixa presos se decapitarem…É a falencia total do Estado…Tá dificil entender isto nas suas cabecinhas??

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  6. Otavio Santos

    Morreu algum inocente? Não? Então apenas diminuiu a população carcerária…..

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  7. Do jeito que as coisas andam no Brasil não tenho pena do que aconteceu,não!Pior que vamos ficar na mira dos fugitivos e olha que não tenho nada com isso!Não votei nesses vermes que estavam no poder e deixou as coisas chegarem a esse ponto!Cada estado com seus inúmeros problemas!Enquanto eles estiverem se matando(bandidos)quero nem saber!Polícia tem que fazer a segurança da população de bem que paga seus salários não de criminosos!E se tivessem invadido,os PTralhas estariam na maios gritaria!Que se matem!E o governo ainda vai gastar dinheiro com morto?Tenha paciência estamos em crise!!

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  8. Que se matem, que notícia maravilhosa de se ler, que limpa eles estão promovendo, que bom…deveriam distribuir facões nas penitenciárias de todo país pra essa onda pegar, coisa maravilhosaaaa…..

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  9. Marco Alves Monteiro

    Mais uma notícia para ilustrar o estado de caos, incompetência e selvageria deste país no exterior. “Bom” para investimentos e turismo.

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  10. Marco Alves Monteiro

    As bolsonetes aqui ficam demonstrando sua burrice ao apoiar que presos se matem aos milhares por dia como se isso não fosse a decretação da falência do Estado e da sociedade. Bando de idiotas sem noção. Antes que me chamem de petista saibam que sou de direita e não sou burro de votar num homofóbico sem carisma e sem ideias. Fascismo existe de esquerda e de direita e é tudo o mesmo lixo.

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