O que disseram Romeu Zema e Ronaldo Caiado durante debate realizado por VEJA
Candidatos ao Planalto discutiram propostas e responderam a perguntas de jornalistas de VEJA
Nesta quarta-feira, 23, os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) participaram do debate eleitoral VEJA e VOTE, promovido pelo canal VEJA+TV. O encontro ocorreu na Usina Abril, sede da Editora Abril em São Paulo, e foi mediado pela jornalista Marcela Rahal.
Foram convidados, conforme os critérios da Justiça Eleitoral, os seis candidatos com melhor colocação nas pesquisas eleitorais. O candidato Augusto Cury (Avante) havia confirmado a participação, mas cancelou em razão da morte do conselheiro de campanha Bruno Avelar em um acidente de helicóptero. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão) recusaram o convite de VEJA.
Em clima amistoso, Caiado e Zema não trocaram ataques entre si e chegaram a elogiar as gestões, um do outro, à frente dos governos de Goiás e Minas Gerais. Boa parte do tempo de fala foi tomado por críticas aos adversários ausentes e ao Supremo Tribunal Federal — ambos os rivais culparam Lula pela onda de violência no Brasil e pelo endividamento das famílias, e associaram Flávio Bolsonaro aos escândalos de corrupção na Corte.
Entre os disparos, contudo, houve tempo para discussão de propostas de governo, sobretudo nos campos da segurança pública e combate à corrupção.
Ronaldo Caiado propôs a criação de uma polícia sul-americana integrada, para enfrentamento da criminalidade transnacional, e o uso de sistemas de vigilância e inteligência artificial para rastrear suspeitos de enriquecimento ilícito. Zema, por sua vez, defendeu o endurecimento de punições por roubo de celular e uma política prisional aos moldes da adotada em El Salvador. Ambos os candidatos se disseram favoráveis a classificar facções criminosas como organizações terroristas e fechar parcerias com os Estados Unidos no campo da segurança pública.
Confira os principais destaques do debate VEJA e VOTE com presidenciáveis:
20h37 — Acaba o debate presidencial VEJA e VOTE com Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo)
20h35 — Caiado critica polarização e critica Lula e Flávio Bolsonaro: ‘Não têm independência moral’
Ex-governador de Goiás, presidenciável pelo PSD, responsabiliza o governo do PT pelo endividamento das famílias e pelo avanço da criminalidade, mas abre o leque para atacar os dois principais candidatos da corrida. O candidato diz ter “condições morais e coragem” para solucionar os problemas do Brasil.
20h30 — Zema renova ataques ao Supremo e ao diretor-geral da PF
Nas considerações finais, o presidenciável do Novo ressalta que o afastamento de Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça, foi movido pelo seu partido junto ao STF. Ele diz que Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes são “amigos de Lula” e defende a investigação do último por envolvimento no Caso Master.
20h25 — Candidatos apresentam propostas para a saúde pública
Caiado defende investimentos em sistemas de telemedicina nos postos de saúde para auxiliar os médicos da rede pública, e “regionalizar a rede” para aproximar as unidades de atendimento das comunidades onde há mais demanda. O ex-governador goiano acusa o governo do PT de não repassar verbas do SUS a Goiás para prejudicar sua candidatura.
Na mesma linha, Zema afirma que as distâncias entre as unidades do SUS dificulta os atendimentos, e fala em descentralizar a estrutura da saúde para solucionar “vazios assistenciais”.
20h15 — Caiado promete que irá presencialmente às regiões controladas pelo tráfico
“Eu vou despachar do Complexo do Alemão, no bairro mais violento da Bahia e do Ceará, que é pra mostrar que o Estado não se ajoelha pra bandido. Pode ter certeza que eu entrego o que estou prometendo”, diz o candidato do PSD.
20h10 — Zema: PEC da Segurança Pública não atende demandas dos estados
O candidato do Novo diz que o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, não acatou aos pedidos enviados governadores do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) ao ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandoski, como a prisão mandatória para acusados de roubar celulares pela terceira vez. Ele critica a soltura de presos em audiências públicas na Justiça.
Caiado, do PSD, propõe cortar o benefício da visita íntima a presos filiados a facções criminosas e “cumprir pena com rigor”.
21h05 — Começa o terceiro bloco, quando os candidatos farão perguntas um ao outro
21h — ‘Estarei sempre contra o PT’, diz Zema sobre possível apoio a Flávio Bolsonaro
Candidato do Novo é questionado se apoiaria o presidenciável do PL no segundo turno, ou aceitaria o endosso dele, após dizer que o senador está “enrolado” com a corrupção e o Banco Master. O mineiro diz que “tudo pode acontecer”, critica a crise econômica durante o governo Dilma Rousseff e não descarta a aliança com o bolsonarismo.
“Votar nos dois [Lula ou Flávio Bolsonaro] é igual jogar no tigrinho, você já perdeu”, declara Caiado, dizendo que a população não precisa escolher “o bandido preferido de esquerda ou direita”.
20h50 — Emendas parlamentares: Zema é favorável ao mecanismo, Caiado fala em reduzir verba
Os presidenciáveis são questionados sobre desvios de finalidade das emendas parlamentares federais.
Para Zema, as emendas parlamentares são um bom mecanismo para direcionar investimentos aos estados, e cabe ao Tribunal de Contas da União (TCU) “desenvolver ferramentas e exigências” para combater desvios de finalidade.
Caiado, por sua vez, diz que irá trabalhar para reduzir o déficit fiscal, e que apresentará propostas para que a União possa deixar de pagar parte das emendas que, hoje, são obrigatórias.
20h40 — Presidenciáveis defendem classificação de facções criminosas como terroristas
Os candidatos são questionados sobre alinhamento ao governo dos Estados Unidos no combate à criminalidade, e riscos à soberania nacional.
Caiado diz que aceitará “qualquer ajuda ou parceria” no enfrentamento à violência, e propõe a criação de uma polícia sul-americana integrada.
Zema afirma que a soberania do Brasil está sendo perdida para as facções criminosas, não para os EUA. “O Brasil se transformou na Bandidobrás, estamos exportando bandidos”, declara o presidenciável do Novo.
20h35 — A pauta é reforma administrativa
Caiado promete cortar penduricalhos no funcionalismo público e defende que o servidor seja remunerado por “mérito”. O goiano volta a criticar o Supremo Tribunal Federal, afirmando que a Corte reverteu partes das reformas trabalhista e previdenciária, “desrespeitando as decisões do Congresso”.
Zema diz que os 38 ministérios do governo Lula são um excesso na máquina pública, e afirma que há “ostentação e acúmulo de patrimônio” por ministros.
20h30 — No segundo bloco do debate, presidenciáveis serão questionados por jornalistas de VEJA
20h25 — Zema propõe que ligações telefônicas de políticos sejam tornadas públicas
Questionado sobre medidas de combate à corrupção, presidenciável do Novo diz que é preciso aumentar a transparência e a prestação de contas por autoridades.
Caiado propõe recriar o Ministério da Segurança Pública e criar um sistema de inteligência artificial, unindo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Polícia Federal, Receita Federal e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que irá detectar padrões de enriquecimento ilícito avaliando “cada cidadão brasileiro”.
20h20 — ‘Corrupção’ é a segunda pauta do debate
Caiado afirma que Lula e Flávio Bolsonaro, principais candidatos da corrida presidenciável, são os mais rejeitados e “enrolados com o Vorcaro”.
Zema chama Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de “artista” da corrupção e afirma que nunca se encontrou com o banqueiro, apesar de ambos viverem há anos em Belo Horizonte. “Esse cara envergonha o meu estado”, diz o ex-governador mineiro.
O debate prossegue em tom de “dobradinha”, com Caiado e Zema mutuamente apoiando ataques contra os presidenciáveis ausentes.
20h15 — Primeiro tema de debate é ‘Pobreza’
Zema escolhe a pauta e usa seu tempo de pergunta para criticar a política fiscal do governo Lula, exaltando as reformas no funcionalismo e o crescimento econômico de Minas Gerais sob seu governo.
Caiado afirma que sua gestão em Goiás tirou mais de 600.000 pessoas da pobreza e extrema-pobreza. O ex-governador goiano propõe investir no chamado “Sistema S” (composto primariamente por SESI, SENAI e SENAC) para criar portas de saída do Bolsa Família.
20h — AGORA: começa o debate entre presidenciáveis na VEJA
No primeiro bloco, candidatos terão dez minutos para fazer perguntas, um ao outro, sobre temas selecionados. Estão presentes os candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
19h40 — Romeu Zema e Ronaldo Caiado chegam aos estúdios de VEJA+ para o debate
“É deprimente chegar a uma campanha onde os dois mais rejeitados se negam a vir ao debate”, diz Caiado. Zema, vestindo uma camisa com os dizeres “Chega de intocáveis” (um dos motes de campanha do mineiro), elogia os índices de aprovação da sua gestão, em Minas Gerais, e do rival, em Goiás.
19h20 — Alta rejeição leva Lula e Flávio Bolsonaro a evitar espaços ‘sem filtro’, diz cientista político
Creomar de Souza, da Dharma Politics, explica que ausência dos principais candidatos nos debates é uma estratégia de campanha para blindar-se de ataques. “Tende a ser uma eleição resolvida por rejeição. Lula e Flávio precisam aparecer sob uma proteção do filtro”, avalia.
19h — Seis candidatos foram chamados para o debate
A VEJA+TV convidou os seis presidenciáveis com melhor posicionamento nas pesquisas eleitorais recentes. O candidato Augusto Cury (Avante) havia confirmado a participação, mas decidiu suspendeu a agenda de campanha por razões pessoais. Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão) recusaram o convite.





