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Análises da água do Rio Paraopeba ficarão prontas até quarta-feira

Técnicos informaram que os rejeitos de mineração liberados com a ruptura da barragem da mineradora Vale desaceleraram para um quilômetro por hora

Por Agência Brasil - Atualizado em 27 jan 2019, 15h44 - Publicado em 27 jan 2019, 15h32

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, disse que os resultados das análises químicas de material colhido em 47 pontos de captação do Rio Paraopeba devem ficar prontos até esta quarta-feira (30). O leito do rio foi atingido pelos rejeitos de mineração liberados após o rompimento de uma barragem da empresa Vale na cidade de Brumadinho (MG).

Segundo Canuto, o avanço da onda de sedimentos desacelerou e atingiu menos de um quilômetro por hora. Com isso, a expectativa dos técnicos é que os rejeitos atinjam a usina de Retiro Baixo nos primeiros dias de fevereiro. “Se ultrapassar e chegar a Três Marias, será em velocidade ainda mais baixa”, afirmou.

Canuto disse que um comitê será instalado para revisar a Política Nacional de Segurança de Barragens. A lei foi instituída em 2010 e, desde a tragédia de Mariana, ocorrida há três anos, várias propostas de atualização foram apresentadas. Não houve um ajuste definitivo além de resoluções a respeito da categorização de níveis de risco.

O ministro defendeu uma revisão dos processos que tratam desde a autorização de instalação e funcionamento até a fiscalização dos empreendimentos. Ele lembrou que licenciamentos são feitos pelo estado e que o governo federal atua na fiscalização, por meio da Agência Nacional de Mineração, que recebe dados das próprias mineradoras, além de produzir análises. “Existe uma parcela de responsabilidade conjunta para evitar novos desastres”, disse.

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(Com Agência Brasil)

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