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Análise do esgoto vai revelar consumo de drogas ilícitas no país

Em Brasília, a cocaína é a droga mais usada, principalmente nos bairros nobres da capital

Por Hugo Marques - 25 nov 2019, 15h33

A Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério da Cidadania vai realizar uma pesquisa nacional sobre estimativa de consumo de drogas ilícitas entre os brasileiros, por meio da análise de esgoto. Nesse tipo de pesquisa, são recolhidas amostras em estações de tratamento, que permitem identificar as drogas mais utilizadas e a periodicidade do consumo.

Para realizar o levantamento, o Ministério da Cidadania assinou termo de execução com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq, que ficará encarregado de realizar a pesquisa. O estudo custará 975 mil reais e deve ficar pronto até abril de 2022.

Na edição desta semana, VEJA publicou uma reportagem mostrando o alto consumo entre os jovens do MDMA (sigla para 3,4-metilenodioximetanfetamina). A substância tornou-se um desafio para a polícia e já é fabricada em laboratórios no país. A metanfetamina é uma das drogas que podem ser identificadas em pesquisas de esgoto.

A partir de 2010, a Universidade de Brasília (UnB) começou a produzir um levantamento sobre os pontos de maior consumo de cocaína no Distrito Federal, por de amostras de estações de tratamento de esgoto. A pesquisa durou até 2018 e mostrou que as áreas de maior consumo eram a Asa Norte e Lago Norte – bairros de classe média alta da Capital. O nível de consumo constatado pelos técnicos superou o de grandes metrópoles nos Estados Unidos e na Europa.

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