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Anac notifica Gol e Infraero por cadeirante que se arrastou para embarcar

Prazo para que empresa e estatal prestem esclarecimentos é de dois dias. Ambas podem ser multadas em 300.000 reais

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) notificou nesta terça-feira a Gol e a Infraero para que, em dois dias, prestem esclarecimentos sobre o embarque de uma cadeirante que teve de se arrastar por quinze degraus até o avião porque não havia um equipamento para que ela fosse transportada.

“As irregularidades na conduta da companhia e/ou do operador perante à Resolução nº. 280/2013 da ANAC, que trata de passageiros que demandam atendimento especial no transporte aéreo, resultarão em autuações que podem gerar até 300.000 reais multas para a empresa aérea e ao operador do aeroporto”, diz a nota da agência federal.

O incidente, revelado na terça pelo jornal Folha de S.Paulo, ocorreu na segunda-feira, dia 1º, no Aeroporto de Foz de Iguaçu. Katya da Silva, de 38 anos, é portadora de osteogenese imperfeita e não pode ser carregada no colo sob o risco de ter os seus ossos quebrados.

Em seu perfil do Facebook, Katya publicou uma mensagem em que explicita sua indignação, seguida da foto tirada no momento em que se arrastava para entrar no avião. A empresária reclamou que o Aeroporto de Foz do Iguaçu não tinha stair trac ou ambulift – equipamentos utilizados para elevar deficientes físicos diretamente à porta do avião – e que a Gol não tinha dispunha de outros recursos para driblar a falta dos aparatos. “Sem stair trac e sem ambulift, porque no Aeroporto de Foz do Iguaçu não tem… a solução foi entrar assim (se arrastando) no avião, às 5h20 da manhã.”

Ela relata ainda que a indignação foi geral entre os que presenciaram a cena. “Só não foi pior porque a tripulação e os demais funcionários estavam tão indignados quanto nós e nos ajudaram no que foi preciso, inclusive a resgatar a mala que já estava despachada para que eu pegasse uma calça”, relatou no post.

Em comunicado em sua página oficial do Facebook, a Gol esclareceu que o equipamento utilizado para levar os deficientes físicos até o interior da aeronave não estava disponível no momento do embarque. Por isso, a empresa tentou conseguir o equipamento, sem sucesso, com outras companhias.

(Com Estadão Conteúdo)