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Alvo da Operação Saqueador, Marcelo Abbud se entrega à PF em SP

Empresário é alvo de um pedido de prisão preventiva por envolvimento no esquema de corrupção que lavou cerca de 370 milhões de reais em obras relacionadas à empreiteira Delta por meio de empresas de fachada

Procurado por suspeita de integrar esquema de lavagem de 370 milhões em obras ligadas à construtora Delta, o empresário Marcelo Abbud se entregou nesta quinta-feira na sede da Polícia Federal de São Paulo. Ele era procurado desde o início da manhã na Operação Saqueador, que apura o esquema de desvios.

Preso de manhã em um condomínio de luxo em Goiânia (GO), o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, chegou à sede da PF, no Rio, no fim da tarde para prestar depoimento no caso.

Dos alvos da operação, apenas o dono da construtora, Fernando Cavendish, ainda não foi localizado pela polícia – ele teria viajado à Europa no fim de semana. Em nota, a defesa do empresário se disse “estarrecida” com o que chama de “insuportável ilegalidade”. A PF investiga a relação de Cavendish com políticos no esquema de lavagem de dinheiro.

“A Defesa de Fernando Cavendish, estarrecida com a decretação de sua prisão, tomará as providências judiciais para reverter esta insuportável ilegalidade. A prisão foi requerida nos autos de Inquérito Policial que tramita há mais de três anos, no qual Fernando Cavendish sempre atendeu às solicitações da Autoridade Policial, nada justificando a adoção desta medida extrema”, diz o advogado Técio Lins e Silva, em nota.

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“Suposição” – A defesa de Marcelo Abbud pretende entrar com medidas judiciais contra a prisão do empresário. O advogado Miguel Pereira Neto, que também defende o empresário Adir Assad, já condenado na Operação Lava Jato, considerou que o pedido de prisão é baseado em “suposição”.

“Quem supõe não poderia concluir com elementos concretos, como consta a decisão. O magistrado, com todo respeito, supõe e intui, e intuição não se apresenta no mundo da completude”, disse o advogado. Neto também argumentou que Adir Assad já cumpre restrições severas, como uso de tornozeleira.

“Não haveria a mínima condição de ele preencher os requisitos para que seja decretada uma prisão preventiva. Os atos que são apontados são de entre 2007 e 2011, são pretéritos. Essa investigação já corre no Rio há bastante tempo. Se não houve motivo para se pedir prisão desde lá de trás, não haveria motivo para pedir agora. Não existe nenhum fato posterior que possa dar ensejo a essa decretação agora”, afirmou o advogado.

(com Estadão Conteúdo)