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Alunos perdem o semestre por causa de greve no RJ

Por Da Redação
3 ago 2012, 19h16

Por Clarissa Thomé

Rio de Janeiro – A greve dos professores das universidades públicas federais já fez com que alunos perdessem o semestre. Instituições como a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal do Estado do Rio (UniRio) suspenderam seus calendários acadêmicos. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ainda não aprovou a medida – o conselho está esperando o fim da greve para definir o calendário.

A suspensão do calendário acadêmico garante a reposição das aulas, mas prejudica aqueles que estão no período de conclusão do curso. Na UFF, as inscrições em disciplinas por estudantes aprovados no vestibular para o segundo semestre estão suspensas, sem prazo para ocorrer. Entre os alunos, o comentário é de que as matrículas só ocorrerão em janeiro de 2013. A assessoria da instituição não confirma.

O estudante de economia da UFRJ Paulo Henrique de Almeida Moreira, de 22 anos, foi contratado por uma empresa do mercado financeiro no regime de seis horas de trabalho diário. Ele pode ser promovido quando chegar ao último período da faculdade. Com a paralisação do calendário, o aumento salarial não veio. “Todos os professores correram com as matérias antes do início da greve, menos dois. Um voltou a dar aulas hoje (sexta-feira). Estou preso por apenas uma matéria”, comentou. “Tenho amigos que estudaram o ano inteiro para a prova da Anpec (seleção unificada para pós-graduação em economia), mas não sabem o que fazer, porque, se passarem, não vão poder fazer o mestrado sem terminar a graduação”.

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O estudante de jornalismo João Pedro Alves, de 24 anos, pretendia se mudar para Londres no fim do ano, depois da formatura. Decidiu trancar a faculdade, na UFRJ, e viajar agora. “Estou de bobeira, a greve não tem prazo para terminar. Se eu estivesse formado, poderia ficar de vez em Londres, se aparecesse alguma oportunidade de emprego definitiva. Agora, vou ter de voltar no ano que vem para terminar a faculdade”. Apesar do contratempo, ele apoia a greve. “Sou filho de professora. As demandas são justas. Esse é um momento único, em que professores, técnicos e alunos se uniram por uma reforma universitária”.

Professores de algumas carreiras têm “adiantado” as provas dos alunos que estão terminando o curso. “Na Rural e da UFF os professores estão antecipando as provas de quem está preso só por uma matéria. Mas é preciso pensar na qualidade do profissional que está saindo dessa universidade: ele não aprendeu em laboratórios, não teve computadores para a pesquisa acadêmica, não teve livros de apoio nas bibliotecas. É contra esse ensino precário que a gente está lutando”, disse uma professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. A assessoria da Rural não foi localizada para comentar o calendário acadêmico.

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