Aliados de Flávio Bolsonaro correm para fazer pente-fino na vida de Alfredo Gaspar
Receio de que algum escândalo contamine a candidatura do filho de Jair Bolsonaro já gera conversas sobre eventual 'plano B' para a vice
Escolhido para vice de Flávio Bolsonaro na corrida ao Planalto, o deputado Alfredo Gaspar passará por um pente-fino dentro da própria campanha bolsonarista.
A varredura no passado do político alagoano deveria ter sido feita antes do anúncio, é verdade, mas o fato é que Gaspar nunca figurou como potencial vice de Flávio.
Seu nome ganhou força diante da constatação, segundo a campanha de Flávio, de que a candidatura do deputado alagoano ao Senado poderia dividir votos bolsonaristas e atrapalhar o projeto de Arthur Lira, que lutará contra o grupo de Renan Calheiros para tentar chegar ao Senado.
Gaspar liderava as pesquisas ao Senado no estado e chegou a confirmar sua candidatura. Agora, com receio de que escândalos contaminem a candidatura de Flávio — Gaspar é alvo de acusações sobre um suposto estupro de vulnerável e já teve seu nome associado a acusações sobre desvios em emendas parlamentares. Os dois casos são usados pela esquerda para tentar fragilizar o projeto do filho de Jair Bolsonaro.
Segundo interlocutores da campanha, se ficar comprovado que Gaspar tem “esqueletos no armário”, ele será substituído prontamente por outro nome do PL. “Nosso receio, como a campanha é tiro curto, dois meses, é de que isso se arraste e siga prejudicando Flávio como uma pauta permanente dos adversários”, diz um parlamentar do PL.
Gaspar, de fato, pode ser um personagem que obrigue Flávio a passar a campanha dando explicações sobre temas incômodos, mas aliados dele sustentam que ele também oferece ao projeto bolsonarista a artilharia relacionada ao escândalo do INSS e outros fatos de corrupção ligados a pessoas próximas ao presidente Lula.
Espécie de arquivo vivo de tudo que de sigiloso aportou na CPMI do INSS, Gaspar intimida aliados de Lula por saber como usar esse tipo de material investigativo, que provoca impactos na imagem da campanha petista, já pressionada pelos escândalos de tráfico de influência de Lula e sobre o envolvimento de petistas no caso Master e na farra do INSS.







