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Alckmin diz que não descarta ação de outros policiais em chacina na Pavilhão 9

Uma semana depois da chacina, polícia começou a investigar a participação de PMs no caso. Governador disse que não havia evidências antes disso

Por Da Redação 7 Maio 2015, 13h56

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), não descarta a participação de outros policiais militares na chacina que deixou oito mortos na sede da Pavilhão 9, torcida organizada do Corinthians. Na manhã desta quinta-feira, um PM e um ex-PM foram presos por suspeita de terem participado do crime. “Deve ter outros (policiais), mas só dois foram presos”, disse o governador.

A Justiça havia decretado a prisão dos dois a pedido do setor de investigações de chacinas do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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Testemunhas depõem sobre chacina na Pavilhão Nove

De acordo com as investigações, o ex-policial Rodney Dias dos Santos, de 42 anos, que atuaria no tráfico de drogas na região da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na Zona Oeste de São Paulo, é apontado como orquestrador do crime. Ele teria mandado executar Fábio Neves Domingos, de 34 anos, ex-presidente da Pavilhão 9, após um desentendimento. A Polícia Civil ainda investiga se o motivo está relacionado a uma possível dívida ou disputa por pontos de venda.

Com passagem pela polícia, Santos também teria participado diretamente da chacina, junto com comparsas. Segundo as investigações, ele teria ido até a unidade da torcida organizada e atirado contra as vítimas. O ex-PM foi preso em casa, na Grande São Paulo. O outro suspeito é o soldado da Polícia Militar Walter Pereira da Silva Junior, que atua em Carapicuíba – ele foi preso no batalhão enquanto trabalhava.

Alckmin ainda destacou a importância do trabalho de investigação da Corregedoria da Polícia Civil e afirmou que o agente na ativa será “punido exemplarmente”.

Logo após a chacina, os policiais descartaram a hipótese de rixa entre torcidas organizadas e afirmaram o tráfico como a principal linha de investigação. Uma semana depois, a Polícia Civil passou a investigar a participação de PMs no caso. O DHPP e a Secretaria de Segurança Pública (SSP), no entanto, tentaram desmentir a informação. “No começo, não havia nenhuma evidência de envolvimento de policiais”, justificou Alckmin, durante visita a obras da Linha 5-Lilás, do Metrô.

(Com Estadão Conteúdo)

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