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Alagamentos deixam 3.000 pessoas sem casa no Rio

Em Duque de Caxias, 1.000 pessoas ficaram desalojadas no distrito de Xerém. Em Angra dos Reis, 2.000 moradores foram retirados de casa preventivamente

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro - 3 jan 2013, 16h09

As chuvas da madrugada e da manhã desta quinta-feira já afetam mais de 3.000 pessoas no estado do Rio. Um balanço da Defesa Civil estadual divulgado nesta tarde informa que Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, tem mil pessoas desalojadas pelas cheias dos rios, concentradas no distrito de Xerém. Em Angra dos Reis, no Litoral Sul, 2.000 pessoas foram retiradas de casa preventivamente, devido ao risco de deslizamento de terra.

A situação é mais grave na Baixada Fluminense, onde foi registrada a primeira morte do ano em decorrência das chuvas: um homem que estava em uma casa destruída pela cheia dos rios em Xerém.

A preocupação, agora, é também com a Região Serrana, onde há dois anos um temporal matou mais de 900 pessoas. A previsão é de chuvas fortes para esta noite, o que mobiliza equipes da Defesa Civil e voluntários, que orientam famílias em áreas identificadas como perigosas para escorregamentos de terra.

Também há desalojados em Angra dos Reis (172), Petrópolis (40) e Teresópolis (50). Por volta das 16h30, a situação era tranquila nas cidades serranas de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, as mais afetadas pela chuva de janeiro de 2011. A Defesa Civil de Teresópolis permanece em estágio de atenção devido à previsão de chuva moderada a forte prevista para a tarde e a noite desta quinta-feira. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil está acompanhando a previsão do tempo, através de sua sala de monitoramento, e repassando os boletins e alertas meteorológicos para os voluntários dos Núcleos Comunitários de Defesa Civil para orientar a população em caso de chuva forte.

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O governador Sérgio Cabral determinou, no fim da manhã, a criação de um “gabinete de crise” no Centro Estadual de Gestão de Desastres (Cestad). O centro, na Praça da Bandeira, é uma estrutura que funciona pela primeira vez este ano, com a missão de centralizar informações e facilitar a tomada de decisões em situações de chuvas, risco com produtos químicos, emergências nucleares (em função das usinas de Angra dos Reis) e riscos naturais.

O governo do estado informou que, na manhã desta sexta-feira, Cabral deverá se reunir como ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, para discutir medidas contra os efeitos da chuva no estado. O encontro deve acontecer no Palácio Guanabara, na zona sul do Rio, sede do governo.

O balanço da Defesa Civil estadual informa os seguintes danos nas cidades atingidas pela chuva:

Angra dos Reis

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8 casas destruídas

172 pessoas ficaram desalojados

2.000 pessoas retiradas de suas casas preventivamente

3 feridos

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Mangaratiba

Rolamento de pedras na BR – 101 e na Estrada Junqueira

Em Constância, houve desabamento de muro, com destruição de uma casa

Evacuação de Conceição de Jacareí

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Deslizamento em Fazenda Ingaíba

Alagamento em Muriqui

Duque de Caxias

Transbordamento do Rio Saracuruna, Inhomirim e Capivari

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Xerém – 1 óbito confirmado (homem adulto)

Mil pessoas desalojadas

Petrópolis

Transbordamento dos rios Bingen e Piabanha

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Escorregamento em bairros como Alto Independência, Siméria, São Sebastião

40 desalojados

Foram montados dois pontos de apoio e dois abrigos em Alto Independência e Siméria

Sirenes foram acionadas

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Teresópolis

Transbordamento do rio Paquequer

50 desalojados das comunidades de Vale da Revolta, Perpétuo, Rosário, Caxangá e Pimentel

Sirenes acionadas

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