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Agentes fazem operação para retomar controle de presídio no RN

Apesar de separação de facções, presos seguem controlando unidade prisional; ação incluirá busca por armas e outros objetos ilícitos

Agentes penitenciários do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da força-tarefa penitenciária enviada pelo Ministério da Justiça entraram, na manhã desta sexta-feira, na penitenciária estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte.

A ação, denominada de Operação Phoenix, tem o objetivo de retomar o controle e restabelecer a ordem na unidade prisional. Ainda não foram repassados detalhes sobre a intervenção, contudo, os agentes adiantaram que os pavilhões 4 e 5, onde hoje estão encarcerados os presos do Primeiro Comando da Capital (PCC), foram retomados pelas forças de segurança do estado.

Durante a Operação, os agentes carcerários também vão realizar uma revista nos pavilhões para recolher armas e outros objetos ilícitos que estejam no interior do estabelecimento penitenciário. No último sábado, policiais militares entraram na unidade para organizar o “muro” de contêineres que está separando o PCC e o Sindicato do Crime do RN provisoriamente, até que seja construída uma barreira definitiva. Apesar de separados, os presos seguem, no entanto, no controle da unidade prisional.

Desde o dia 14 passado, o clima é de tensão na penitenciária de Alcaçuz. Vinte e seis detentos foram assassinados durante as rebeliões que ocorreram na unidade. Outros 56 fugiram e apenas quatro foram recapturados. Há ainda dez homens feridos, que foram internados no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.

Desativar “em breve”

Na última quarta-feira, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), revelou o desejo de desativar “em breve” a penitenciária de Alcaçuz. Antes, no entanto, é necessária a construção das unidades de Ceará-Mirim, Afonso-Bezerra e Mossoró.

Enquanto isso, o estado tomará outras medidas de segurança na unidade. O plano é a construção de uma cerca a 50 metros da penitenciária, novos sistemas de alarme, iluminação e videomonitoramento, a limpeza da vegetação do entorno e a preparação de 50 módulos habitáveis, com capacidades para 20 detentos cada, em um total de mil vagas.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Fulano de Tal

    Na revista os agentes penitenciários vão descobrir que tudo o que eles venderam para os presos continua dentro da penitenciária e uma vez recolhido eles vão poder vender de novo.

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