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Aeroviários entram em greve em São Paulo

Dos 84 voos programados para a manhã desta quinta-feira, 45 apresentaram atrasos e quatorze foram cancelados

Por Da Redação 22 dez 2011, 06h42

Os aeroviários de São Paulo entraram em greve na madrugada desta quinta-feira e realizam manifestação reivindicando aumento salarial na manhã de hoje, no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Segundo o presidente do Sindicato dos Aeronautas do Município de São Paulo, João Pedro Passos de Souza Leite, a greve foi deflagrada às 4h45 e vai continuar ao longo do dia, atingindo boa parte do pessoal de apoio em terra.

“A maior parte dos trabalhadores parados faz parte do apoio em terra, como pessoal de rampa, push-back e descarga”, explica. Segundo ele, por conta da paralisação, os voos da companhia aérea TAM são os mais prejudicados. De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), os guichês da TAM eram os que apresentavam maior volume de passageiros.

Dos 94 voos programados para a manhã desta quinta-feira, 45 apresentaram atrasos e quatorze haviam sido cancelados até o meio-dia. Apesar dos imprevistos, a assessoria da Infraero informou que o aeroporto de Congonhas funciona “dentro de certa normalidade”.

Companhia aérea – Por meio de nota, a TAM informou que está “totalmente empenhada em normalizar suas operações após o encerramento da paralisação parcial, no aeroporto de São Paulo/Congonhas, de funcionários do setor de rampa (responsáveis pelo manuseio de cargas e bagagens e pelos equipamentos de solo que atendem as aeronaves)”. A companhia também disse que a “pontualidade está voltando aos índices normais, depois de alguns atrasos e cancelamentos causados pela manifestação”.

A TAM ressaltou que antecipou nesta terça-feira, 10% de reajuste nos pisos salariais, inclusive para os funcionários de rampa. “Reajuste de 6,17%, equivalente ao INPC de dezembro de 2010 a novembro de 2011, a todos os demais funcionários da companhia; aumento de 10% nos valores do vale-refeição e do vale-alimentação (cesta básica) e a criação do piso salarial para a função de Operador de Equipamento, no valor de R$ 1.000”, afirma a nota. “Esses valores são os mesmos já aceitos pelos aeroviários do Rio de Janeiro e de Manaus, cujos sindicatos assinaram acordo com as companhias na última terça-feira”.

Acordo – Nesta terça-feira, as empresas aéreas fecharam um acordo com alguns sindicatos e reduziram as chances de greve em outros aeroportos brasileiros. Os sindicatos do município do Rio de Janeiro e do Estado do Amazonas, que representam empregados que trabalham em terra, firmaram um compromisso com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) aceitando a proposta patronal de reajuste de 6,17%, em linha com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Guarulhos – Para João Pedro, “a tentativa de começar a greve nesta quinta-feira, foi para sensibilizar as empresas aéreas para que ofereçam uma nova proposta para os trabalhadores”. Segundo ele, a paralisação dos aeroviários no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, deve começar no fim da tarde de hoje.

(Com Agência Estado)

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