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Aeronáutica aponta falha do piloto na queda do jato de Campos, diz jornal

Segundo 'O Estado de S. Paulo', relatório concluiu que sequência de erros, agravada pelo mau tempo, causou o desastre que matou o político e mais seis

Por Da Redação 16 jan 2015, 05h32

As investigações da Aeronáutica sobre o desastre aéreo que matou o candidato à Presidência Eduardo Campos, em agosto do ano passado, concluíram que o acidente foi causado por falha humana, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo nesta sexta-feira. Segundo a publicação, o relatório da Aeronáutica aponta uma sequência de erros do piloto Marcos Martins, entre eles a falta de experiência com o jato Cessna 560 XL e a decisão de “encurtar” o procedimento de aterrissagem na Base de Santos, descumprindo os manuais de pouso. O relatório será divulgado oficialmente até o início de fevereiro.

Ao não obedecer as manobras exigidas na aproximação da pista, o piloto cometeu o erro que deflagrou a tragédia, segundo os investigadores. O “atalho” não deu certo e Martins precisou arremeter bruscamente. Durante o procedimento, o piloto sofreu a chamada desorientação espacial, perdendo a referência da aeronave em relação ao solo. Segundo o Estadão, o relatório chegou a essa conclusão com base no tipo de queda do Cessna: em um ângulo de 70 graus e em potência máxima, como se o piloto pensasse que estivesse acelerando em um movimento de subida.

Outras circunstâncias foram apontadas como agravantes para o desastre, como a chuva e a neblina que atingiam a região na manhã do acidente e a pista curta na Base de Santos, considerada difícil para os pilotos. Além disso, a falta de treinamento de Martins com a aeronave e o histórico de atritos entre piloto e copiloto também foram citados no relatório. De acordo com o jornal, nos cinco meses de investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) não foi encontrada nenhuma falha técnica ou de operações do sistema aeronáutico. As duas turbinas do jatinho estavam em perfeitas condições de uso.

O Cessna 560 XL decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, às 9h21 do dia 13 de agosto, com destino ao Guarujá. Quando a aeronave se preparava para o pouso, arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com o jato. Além de Eduardo Campos, quatro assessores do político e os dois tripulantes morreram.

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