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Advogado negocia apresentação de Bruno e Macarrão

Ércio Quaresma, que defende amigo do jogador, tenta desqualificar depoimento de menor que confirmou, à polícia do Rio, a morte de Eliza

Por Andréa Silva, de Contagem (MG) 7 jul 2010, 12h03

O advogado Ércio Quaresma, que defende o amigo e funcionário e amigo do goleiro Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, afirmou na manhã desta terça-feira que pretende negociar a apresentação de seu cliente e do goleiro à polícia. “Pretendo transacionar para que eles se apresentem, até em razão da integridade física deles”, disse. O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil mineira, confirmou que está em curso esta negociação.

Conhecido por suas declarações polêmicas, Quaresma, que entrou no caso na tarde de terça-feira, contratado, segundo ele, por Dayanne Souza, mulher de Bruno, se disse “preocupado com a forma como Macarrão e Bruno estão sendo caçados”. “Tenho medo inclusive de, caso eles estejam em uma viatura da polícia de Minas, haver um resgate por policiais do Rio”, afirmou, reafirmando que prefere que seu cliente se apresente naquele estado.

Na noite de terça-feira, assim que terminou o depoimento do menor de 17 anos que afirmou à polícia do Rio que Eliza está morta, Quaresma anunciou que tentaria desqualificar o depoimento. Em entrevista pela manhã, ele começou a, pelo menos publicamente, levantar dúvidas sobre a credibilidade do adolescente.

“Esse depoimento só pode ter sido dado por alguém sob efeito de substância alucinógena ou purgativa”, afirmou. Ele duvida de que, como contou o menor, Eliza tenha levado uma coronhada e tenha sido transportada desacordada, sangrando, até Esmeraldas (MG). “O corpo humano tem cinco litros de sangue. Como uma senhora sangraria por 430 quilômetros sem morrer? E mais: como um cão vai devorar 30 quilos de carne, como disse o garoto?”, acrescentou.

Quaresma foi contratado pela mulher do jogador, Dayanne Souza. Como o valor cobrado pelo advogado era alto, segundo ele próprio, Quaresma se ofereceu para defender outros suspeitos e testemunhas “em pacote”. Ele passou, então, a defender também Macarrão, o adminsitrador Elenílson Vitor da Silva, os amigos Flávio Caetano de Araújo e Wemerson Marques de Souza, o Coxinha. Elenílson foi quem afirmou à polícia que Eliza esteve no sítio nos dias 8 e 9. Flávio e Wemerson alegaram, à polícia, terem recebido o menino Bruninho das mãos de Eliza, na BR-040, para que este fosse levado para o sítio de Bruno.

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