Advogado de Bruno pede habeas corpus; goleiro pede televisor de 14 polegadas para sua cela

Jogador afastado do Flamengo também quer receber 'cartas de apoio' dos fãs

Por Andréa Silva, de Belo Horizonte (MG) - 15 jul 2010, 11h21

O Ércio Quaresma protocolou, nesta quinta-feira, um pedido de habeas corpus em favor do goleiro Bruno Fernandes, atualmente cumprindo prisão temporária no presídio Nelson Hungria, em Contagem (MG). O pedido inclui outros seis suspeitos que cumprem, desde a semana passada, o período de 30 dias determinado pela Justiça mineira. Bruno, apesar do pedido de habeas corpus, parece preparado para uma temporada mais duradoura na cadeia. No mesmo dia em que seu advogado formalizou o pedido para libertá-lo, o jogador fez, a Quaresma, uma solicitação especial: uma TV de 14 polegadas e cartas de fãs que o apóiam.

A convicção de que há, fora da cadeia, uma corrente que o defende publicamente, pode ser entendida como um sinal de que Bruno está bem melhor do que na segunda-feira, quando desmaiou e precisou receber atendimento médico. Bruno e seu funcionário Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, estão “tranquilos”, de acordo com o que percebem agentes penitenciários da Nelson Hungria. O mais abatido do grupo suspeito de participação direta na morte de Eliza Samudio é o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Este é descrito pelos agentes como “arrasado”, “deprimido”.

O pedido de habeas corpus impetrado por Quaresma inclui ainda Dayanne dos Santos (mulher do jogador), Luiz Henrique Ferreira Romão (Macarrão, amigo de Bruno), Wemerson Marques de Souza (Coxinha), Flávio Caetano de Araújo (Flavinho) e Sérgio Rosa Sales. Estranhamente, Sérgio não é defendido pela equipe de Ércrio Quaresma e tem advogado constituído para representá-lo.

O advogado Marco Antônio Siqueira, que defende Sales, primo do goleiro e um dos principais depoimentos sobre o caso até o momento, tinha pedido, na quarta-feira, o relaxamento de prisão de seu cliente. O objetivo de Siqueira é tentar convencer a polícia e a Justiça de que Sales deve ser tratado como testemunha, não como suspeito.

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Depoimentos – Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado pela polícia como o homem que estrangulou e esquartejou a jovem, foi levado no início da tarde para prestar depoimento no Departamento de Investigações da polícia mineira.

Também está sendo ouvido nesta quinta-feira o menor J. Ele teve o interrogatório interrompido na tarde de quarta-feira depois de sentir-se mal devido ao cansaço. O depoimento é tomado pela delegada Ana Maria Santos, titular da Delegacia de Homicídios de Contagem.

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