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Advogado de bicheiros no RJ diz desconhecer acusações

Por AE

Rio de Janeiro – Defensor dos contraventores Aniz Abraão David, o Anísio, e Luiz Pacheco Drumond, o Luizinho Drumond, o advogado Ubiratan Guedes afirmou, hoje à tarde, desconhecer as acusações contra seus clientes. Ele alegou não ter tido acesso aos autos da investigação que resultaram na decretação da prisão de seus clientes, o que inviabilizava, àquela altura, a preparação de habeas corpus contra as prisões.

Os dois acusados continuavam desaparecidos e a Polícia os considerava foragidos da Justiça. Mais cedo, Guedes prometera que Anísio se apresentaria, mas não repetiu a promessa ao conversar por telefone com o Estado. “Não estamos tendo acesso a nada”, afirmou ele. “A autoridade policial não está dando acesso às peças dos autos. Então, tem de saber o que tem, para saber o que vai fazer. A Polícia está dificultando um pouco o trabalho dos advogados. A gente tem de aguardar um pouquinho.”

Guedes explicou que pretendia requisitar ao juiz responsável pelo caso (da Vara Criminal de Teresópolis, na Região Serrana fluminense) os autos do inquérito para preparar recurso pelo relaxamento da prisão de Anísio e Luizinho. “Não tem documento nenhum, porque a prisão… Nada, nada, nada. Eu tenho que requisitar ao juiz, falar que o delegado não quer dar, é mais trabalho que a gente vai ter”, afirmou.

O advogado não quis adiantar se conseguiria ajuizar o habeas corpus até hoje. “Vamos ver”, disse. Guedes não entrou no mérito da denúncia, mas, em ocasiões anteriores, alegou que seus clientes eram inocentes de acusações de contravenção. Os advogados do ex-prefeito de Teresópolis Mário Tricano e do presidente da escola de samba Grande Rio, Hélio Ribeiro de Oliveira, o Helinho, não foram localizados.