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Adolescentes reconhecem dois dos estupradores da van

Jovens estavam a caminho de baile funk e foram expulsas do veículo com amigos. Americana e francês foram impedidos de sair e acabaram sendo agredidos

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro - 4 abr 2013, 12h40

Mais duas testemunhas reconheceram, na noite de quarta-feira, integrantes da quadrilha que estuprou uma estudante americana no último sábado, no Rio de Janeiro, dentro de uma van. Acompanhadas pelas mães, duas adolescentes foram à Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat) e afirmaram ter embarcado na van por volta de 1h30, com a turista americana e o namorado francês já no interior do veículo.

As duas reconheceram Jonathan Froudakis de Souza e Wallace Aparecido Costa dos Santos, dois dos três presos acusados de estuprar a turista. De acordo com as adolescentes, Jonathan dirigia o veiculo. Em Botafogo, Wallace anunciou o assalto e deu ordens para que um menor roubasse celulares e dinheiro das vítimas. Segundo as meninas, Jonathan e Walace estavam muito agressivos, gritando dentro da van.

As testemunhas contaram à polícia que havia, além delas e dos estrangeiros, outros três passageiros. Os cinco foram obrigados a descer da van na Perimetral, via que dá acesso à Ponte Rio-Niterói. A turista americana tentou sair do veículo com o grupo, mas foi impedida por Wallace.

As duas adolescentes disseram que até então não tinham comentado o caso com ninguém, por medo. Elas estavam em um grupo que tinha ao todo quatro meninas e um rapaz, a caminho de um baile funk em uma favela da Zona Norte da cidade. Como os pais dos adolescentes não sabiam que eles iriam a um baile funk, o grupo não comunicou o caso à polícia – o que poderia ter evitado parte do sofrimento dos turistas.

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Presos em uma van com os vidros completamente escuros, a americana e o namorado foram submetidos a seis horas de crueldade e desespero. Em São Gonçalo, Carlos Armando Costa dos Santos, preso na noite de segunda-feira, se juntou ao grupo.

Até o momento, a polícia tem registro de três vítimas de estupro – a americana e duas brasileiras – e cinco de assalto. O delegado Alexandre Braga mandou rever denúncias de estupro para verificar se outras mulheres podem ter sido violentadas por Wallace, Jonathan, Carlos Armando e o quarto integrante do grupo, um homem branco, alto e de cabelo espetado, reconhecido por vítimas de assaltos.

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