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Adilsinho, chefão da máfia do cigarro, vira réu em mais um caso de homicídio

Três outros também foram denunciados pelo assassinato de um advogado no Centro do Rio

Por Gustavo Villela 24 ago 2026, 20h26 | Atualizado em 24 ago 2026, 20h51
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A Justiça do Rio de Janeiro tornou réu o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, pelo assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, em 2024. Outros três homens, denunciados pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ), também se tornaram réus. A acusação foi recebida pelo Juízo da 3ª Vara Criminal da Capital.

Os outros acusados são o policial militar Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull, que foi preso nesta segunda-feira, 24; o ex-policial civil Ryan Patrick Barboza de Oliveira, o Motinha, que está preso há mais de dois anos; e Rafael Ferreira Silva, o Cachoeira, que é considerado foragido da Justiça.

A execução de Rodrigo Marinho Crespo ocorreu no Centro do Rio de Janeiro, em fevereiro de 2024. Segundo o MPRJ, na época do crime, os contraventores estavam estudando a participação no mercado de apostas online, no qual Crespo manifestava interesse em investir. Adilsinho teria encomendado sua morte para evitar interferências na exploração econômica desse segmento.

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De acordo com a denúncia do MPRJ, o lugar e a forma que o crime foi cometido tiveram o intuito de mandar uma mensagem a rivais. “Os elementos de investigação indicam que a escolha do local, do horário e do modo de execução não foi aleatória, havendo fortes indícios de que a organização buscou conferir ao crime caráter ostensivo e intimidatório”, diz a acusação. Foram feitos dezoito disparos contra o advogado.

A apuração da Polícia Civil indica que o assassinato foi um ato coordenado. A vítima vinha sendo monitorada em seus deslocamentos de sua residência, na Barra da Tijuca, ao escritório, no Centro da cidade. O MPRJ apontou Ryan como responsável pela vigília nos dias que antecederam o homicídio. Renato e Rafael teriam estado dentro do veículo usado pelo executor durante o assassinato.

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A prisão de Pitbull foi realizada por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), com apoio da Corregedoria da Polícia Militar. O policial foi abordado em seu local de trabalho e se entregou. Com a captura, o único dos quatro réus que continua foragido é Rafael Silva.

Além de receber a denúncia, o Juízo da 3ª Vara Criminal determinou a manutenção de Adilsinho em presídio federal de segurança máxima pelo prazo de três anos. Liderança da chamada “nova cúpula do jogo do bicho”, ele está preso desde fevereiro de 2026, quando foi encontrado em uma casa na Região dos Lagos pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro (FICCO/RJ). Na ocasião, foram cumpridos quatro mandados relacionados a homicídios e um por integração a organização criminosa.

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