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Acusado de pichar estátua de Drummond se apresenta à polícia

Comerciante mineiro foi autuado por crime ambiental e diz estar arrependido

Por Da Redação - 6 jan 2014, 18h35

O comerciante Pablo Lucas Farias, acusado de pichar a estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade, em Copacabana, Zona Sul do Rio, na madrugada de 25 de dezembro, apresentou-se na tarde desta segunda-feira à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. Acompanhado pelo advogado Sergio Fonseca, ele prestou depoimento ao delegado José Fagundes de Rezende. Farias foi autuado por crime ambiental, que pode lhe render pena de três meses a um ano de prisão, e em seguida foi liberado.

Farias é de Uberaba (MG) e mora há dois anos na Taquara, na Zona Oeste da capital. Ele foi flagrado por câmeras de segurança tingindo a estátua com spray. Farias estava acompanhado por uma mulher identificada apenas como Mel. Ela continua sendo procurada. O rapaz disse à polícia que a mulher é apenas uma “conhecida do Facebook”. “Estou arrependido. Me apresentei para reparar o meu erro. Não sou um pichador, eu trabalho”, afirmou ele, ao deixar a delegacia.

Além da estátua de Drummond, Farias é suspeito de ter pichado outros dois monumentos na Zona Sul do Rio, na mesma madrugada: a estátua do jornalista Zózimo Barroso do Amaral, no Leblon, e o monumento em homenagem a Estácio de Sá, no Aterro do Flamengo. O delegado investiga se Farias agia junto com outros colegas. Se for autuado também por formação de quadrilha, a pena pode ser aumentada em três anos de prisão.

(Com Estadão Conteúdo)

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