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Acordo pode encerrar greve do Metrô

Propostas firmadas em audiência na Justiça do Trabalho são discutidas em assembleia; paralisação provocou congestionamento recorde em São Paulo

Por Da Redação - 23 maio 2012, 14h35

Em audiência no Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região (TRT-2), em São Paulo, representantes dos trabalhadores grevistas e do Metrô chegaram a um acordo que pode encerrar a paralisação que teve início nesta quarta-feira. O principal ponto acertado entre os dois lados foi reajuste salarial de 6,17%, oferecido pelo Metrô.

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Metroviários, Paulo Pasin, a juíza Anélia Li Chum sugeriu – e o Metrô aceitou – fixar o valor do vale-refeição em 23 reais por dia (atualmente são 19,88 reais por dia) e do vale-alimentação em 218 por mês (dos atuais 150 reais). Agora, as propostas estão sendo discutidas em assembleia dos metroviários, na sede do sindicato, no Tatuapé, Zona Leste da capital. A CPTM terá audiência conciliatória no TRT às 17 horas.

A greve paralisou parcialmente o metrô e a CPTM desde a meia-noite. No metrô, funcionam integralmente apenas as linhas 5-Lilás e 4-Amarela. A linha 1-Azul opera parcialmente entre as estações Ana Rosa e Luz. A linha 2-Verde opera entre as estações Ana Rosa e Clínicas e a linha 3-Vermelha, entre as estações Bresser e Santa Cecília. Segundo o Metrô, a operação está sendo feita somente com funcionários que não aderiram à greve, com apoio do quadro administrativo.

As linhas 11-Coral (Luz-Estudantes) e 12-Safira (Brás-Calmon Viana) da CPTM também não funcionam, em razão da greve do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, igualmente decretada nesta terça-feira à noite.

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O governador Geraldo Alckmin suspendeu compromissos oficiais por causa da paralisação.

Congestionamento – O trânsito ficou caótico pela manhã devido ao aumento da circulação de carros e ônibus. O rodízio de veículos com placas de final 5 e 6 foi suspenso. Já a SPTrans acionou o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese), ampliando o número de ônibus entre as estações afetadas. Os pontos, porém, ficaram lotados.

O congestionamento foi aumentando ao longo da manhã. Às 7h50, já havia 150 quilômetros de lentidão nas vias monitoradas pela CET. Às 9 horas, o congestionamento era de 210 quilômetros – 105 quilômetros só na Zona Sul. Menos de meia hora depois, subiu para 221 quilômetros – 108 só na Zona Sul. Os índices bateram, logo cedo, o recorde de congestionamento registrado pela CET este ano no período da manhã, que foi de 168 quilômetros de lentidão em 27 de abril. Às 9h42, o congestionamento chegou a 229 quilômetros, batendo, também, o recorde do ano em qualquer período, que era de 222 quilômetros. Às 10 horas, a lentidão chegou a 249 quilômetros.

No início da tarde a situação não era tão crítica, embora o congestionamento estivesse acima da média segundo a CET.

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Protesto – Houve tumulto logo cedo em Itaquera, na Zona Leste. Usuários do metrô que não conseguiram embarcar realizaram um protesto, bloqueando a Radial Leste. A tropa de choque da Polícia Militar foi acionada. Segundo informações da CBN, uma pessoa foi detida por desacato nas proximidades da estação Itaquera. Os manifestantes chegaram a parar um ônibus e fizeram com que os passageiros descessem.

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