A resposta de Dino contra críticas de interferência na política
Ministro defendeu investigação sobre uso de emendas parlamentares
O ministro Flávio Dino, do STF, rebateu nesta terça-feira críticas contra suas decisões que bloquearam recursos do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha pela suspeita de ingerência na indicação de emendas.
Dino afirmou que sempre buscou “respeitar a esfera própria e autônoma do exercício da Política”, mas ressaltou que isso não significa que “a Política seja ilimitada e incontrolável”.
“Não há dúvida de que acordos partidários podem ser celebrados, mas jamais podem implicar o descumprimento da Constituição Federal. Seria normal que um parlamentar atendesse a uma sugestão eventual de um aliado político, mas é totalmente anômalo que ex-parlamentares mantenham cotas orçamentárias informais e, diretamente, transmitam ordens para funcionários da Casa Parlamentar”, escreveu o ministro em decisão.
No sábado, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), classificou como “indevida intervenção judicial” a decisão contra Valdemar Costa Neto.







