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A reação do governo Lula às críticas de Trump sobre combate ao PCC e ao CV

Em documento enviado ao Congresso dos EUA, presidente afirmou que o Brasil 'falhou em confrontar' as facções

Por Redação 16 set 2026, 22h19 | Atualizado em 17 set 2026, 11h06
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) refutou alegações de que existam falhas ou omissões do governo brasileiro no enfrentamento ao crime organizado transnacional, críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em documento enviado ao Congresso americano.

“A posição estampada na referida nota desconsideraria, se acolhida em todos os seus termos, os esforços do Governo Federal no enfrentamento ao crime organizado, como a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, que prevê penas mais severas para líderes de facções e cria mecanismos que asfixiam suas operações”, diz o texto.

A pasta argumenta que a manifestação do presidente dos EUA também não leva em consideração “as dezenas de milhares de operações” de combate ao crime por forças federais, “com bilhões de reais de prejuízo aos criminosos, bem como as múltiplas ações implementadas em 2026 no âmbito do Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio último, que sufoca economicamente as facções, fortalece o sistema prisional, qualifica a investigação de homicídios e enfrenta o tráfico de armas”.

Ainda de acordo com a nota do governo brasileiro, a manifestação norte-americana desconsidera a “robusta cooperação já existente” entre Brasil e EUA no combate ao crime organizado transnacional.

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“Além disso, convém frisar a proposta entregue pessoalmente pelo presidente Lula no dia 7/5/2026, em Washington, com detalhamento de medidas conjuntas de enfrentamento à lavagem de dinheiro, compartilhamento de inteligência e combate ao tráfico de armas. Até o momento, o país aguarda possível resposta do governo dos EUA”.

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Críticas de Trump

Na nota ao Congresso, Trump escreveu que “enquanto muitos governos ocidentais estão tomando ações corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar cartéis, o governo do Brasil falhou em confrontar as organizações designadas como terroristas internacionais Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho”. Para ele, essa carência transformou o Brasil em um “centro para o fluxo global de cocaína”.

Ele disse ainda que as facções PCC e CV são “uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro deve tomar medidas agressivas urgentemente para confrontar e derrotá-las antes que elas cresçam e se espalhem. ”

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As afirmações fazem parte de uma diretiva que o presidente dos Estados Unidos tem de enviar ao Legislativo local, citando quais são os países com maior tráfico e produção de drogas naquele ano. Trump apontou 23 nações –o Brasil não é uma delas, mas foi citado no documento mesmo assim.

(Com Agência Brasil)

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