A reação das redes ao avanço de projeto que dificulta aborto legal para crianças vítimas de estupro
Levantamento da Nexus mostra que aprovação do texto pelos senadores gerou um embate ideológico que inflamou a internet
O aval do Senado ao PDL que dificulta o aborto legal em crianças vítimas de estupro teve ampla repercussão nas redes sociais.
Ontem, as votações do requerimento de urgência e do mérito da medida que suspende os efeitos da resolução do Conanda — que regulamenta o direito de menores ao aborto legal – foram feitas de forma muito mais célere do que o habitual — a apreciação durou menos de dois minutos.
Já aprovado pela Câmara, o texto segue para promulgação do Congresso.
O avanço do decreto gerou um embate ideológico que inflamou as redes sociais.
De acordo com levantamento amostral feito pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, houve uma alta de 3.103,7% no volume de citações em português ao assunto nas redes X, Instagram e Facebook, em comparativo entre os dias 1º e 2 de junho.
Nos comentários, há manifestações de usuários indignados e denúncias do “retrocesso” que a medida representaria ao obrigar crianças a darem à luz aos filhos de seus próprios estupradores.
Também aparecem menções de defensores da proposta, que argumentam que a resolução do Conanda retirava a prerrogativa e a participação dos pais em decisões complexas e “relativizava o direito à vida”.
A tag “CRIANÇA NÃO É MÃE” aparece na quarta posição dos Trending Topics do X no Brasil das últimas 24 horas, em aferição às 9h desta quarta-feira. Mais abaixo, em 57ª posição, figura “ESTUPRADOR NÃO É PAI”.







