Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

‘A polícia sangra’, diz secretário de segurança do Rio

Roberto Sá defendeu neste domingo um 'novo pacto' para enfrentar a crise de segurança pública que afeta o país

O secretário de Estado de Segurança, Roberto Sá, defendeu neste domingo um “novo pacto” para enfrentar a crise de segurança pública que afeta o país. Ele criticou as progressões de regime para presos que cometeram assassinatos e lamentou a morte dos 124 policiais militares neste ano, segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança. “A polícia sangra”, disse ontem, enquanto participava do velório coletivo de três dos quatro policiais militares mortos na queda do helicóptero, no Batalhão de Choque.

“Ontem eu começava lamentando as mortes de cinco policiais militares [quatro no helicóptero, um em operação policial no Méier], e hoje eu começo lamentando as mortes dos nossos 124 policiais militares este ano [no Rio de Janeiro]. São 33 em serviço. É inaceitável o tanto de policiais que morre no Brasil”, afirmou Sá, referindo-se ao levantamento do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança. “Nós temos que decidir no Brasil o que nós queremos para o criminoso violento, aquele que tira a vida de alguém. Quanto tempo vocês acham que essa pessoa tem que ficar presa? Temos que rever tudo. Eu peço à sociedade para exigir discussão nacional sobre o que fazer com quem tira a vida dos outros”.

Leia mais:
Perícia mostra que policiais e helicóptero não foram alvejados
Sete corpos são encontrados na Cidade de Deus

De acordo com Sá, ainda é cedo para se tirar conclusões a partir da informação de que não há marcas de bala no helicóptero nem nos corpos dos policiais mortos. “A perícia na aeronave está sendo feita pela Aeronáutica. Até o momento não se encontrou nenhum tipo de perfuração, mas é muito cedo ainda para qualquer conclusão. A perícia vai levar mais tempo, mas não se descarta nada até o presente momento”, disse. “A Polícia Militar me garantiu: a aeronave não levanta voo se tudo não estiver em dia. Ou seja, em tese as manutenções estão todas em dia. A gente precisa aguardar o laudo da perícia [da Aeronáutica].”

Sobre as mortes de pelo menos sete rapazes na Cidade de Deus, em operação policial, o secretário disse que ainda não tem informações sobre as circunstâncias das mortes. As famílias denunciam que os jovens foram executados. “A Divisão de Homicídios não vai deixar sem respostas essas mortes dessas pessoas que foram encontradas na Cidade de Deus. Podem ter certeza, estamos aqui para preservar vidas. Nenhum excesso será tolerado, nenhum excesso vai ficar impune”.

Leia também:
PM ficará na Cidade de Deus por tempo indeterminado
Depois da queda do helicóptero, PM faz grande operação em favela

Força Nacional

Roberto Sá, agradeceu a ajuda da Força Nacional, oferecida pelo Ministério da Justiça ao governo fluminense depois da queda do helicóptero, mas informou que, por enquanto, a mobilização dos agentes federais não é necessária. A informação foi divulgada pela assessoria do secretário.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Ocatvio Luiz de rezende Filho

    É lamentável a morte destes policias porem grande parte do problema esta na própria instituição que fecha os olhos para sua banda podre que convive com a bandidagem e enriquece com ela. Fica uma pergunta: como é possível estes criminosos terem acesso a arma s e drogas sem a conivência do Estado? Simples.

    Curtir

  2. Itacir Rimoldi

    nao espere que o estado te proteja, porque ele não vai.

    Curtir

  3. Kursk Trafalgar

    Pacto ? Ué não estou entendendo ? Se eu estiver pilotando com 300 passageiros a bordo e não conseguir superar uma emergência vou tentar fazer um pacto com os passageiros? Mas que papo furado é este ? Vocês são pagos para resolver o problema; por isto o ministro da justiça não sou eu, como também não sou eu o secretário da segurança pública do Rio de Janeiro, na hora de passear com o jatinho da FAB e receber o salário vocês são os caras ? Se expliquem ?????

    Curtir