A opinião de Tarcísio sobre ausência de Malafaia em 7 de Setembro de Flávio
Essa é a primeira vez, desde 2021, que pastor não participará e nem organizará manifestação bolsonarista da data na Avenida Paulista
O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) comentou a ausência do pastor Silas Malafaia do ato de Sete de Setembro convocado pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em São Paulo.
Essa será a primeira vez desde 2021 que o aliado do clã Bolsonaro não participará presencialmente e nem coordenará a organização da manifestação pelo Dia da Independência na Avenida Paulista. Malafaia também foi o responsável por encampar dezenas de protestos do bolsonarismo, mesmo após a prisão do ex-presidente.
Questionado nesta quinta-feira, 27, sobre possíveis impactos do não comparecimento do pastor ao ato, Tarcísio minimizou a ausência de Malafaia e disse que a manifestação terá como objetivo alavancar a candidatura de Flávio. Tarcísio disputa a reeleição em São Paulo na chapa do senador.
“Acho que não [será um diferencial negativo]”, disse, sobre a falta do pastor, durante a abertura da Expoflora, em Holambra, no interior de São Paulo.
Recentemente, Malafaia declarou que não pertence ao PL e que, por isso, não se envolverá diretamente nos atos de Flávio — embora afirme manter uma postura de apoio ao senador. Ele também não participou do ato inaugural da campanha de Flávio em Copacabana, no Rio de Janeiro, enviando apenas uma mensagem de áudio. Malafaia é conhecidamente uma figura mais próxima à ala de Michelle Bolsonaro, com quem o senador acumulou rusgas nos últimos meses.
“Primeiro, acho que não é um protesto. É um movimento”, disse Tarcísio sobre o ato de Sete de Setembro. “É importante juntar a militância pra uma arrancada nessa reta final. A gente vai estar presente, vamos mobilizar a nossa militância pra que ela esteja presente. Acho que é importante, é um movimento de virada”, declarou.
Apesar de Tarcísio estar bem posicionado nas últimas pesquisas de intenção de voto — algumas sondagens projetam vitória em primeiro turno contra Fernando Haddad (PT) — a candidatura de Flávio tem uma margem apertada em relação à de Lula.
O governador de São Paulo afirmou que o ato também servirá para os eleitores refletirem se o país está “indo no caminho certo” e fez críticas à condução da economia pelo governo Lula.
“Ontem a gente teve o anúncio de mais uma recuperação judicial, a do Habibs (…) a gente já viu a Casas Bahia, a gente tá vendo a Raízen, o Pão de Açúcar, uma quebradeira generalizada de empresas, os brasileiros endividados. Então não é possível a gente achar que está na direção certa”, afirmou a jornalistas.
Tarcísio também mencionou que índices positivos, como o controle da inflação e o crescimento da massa salarial, têm sido acompanhados de resultados negativos, sobretudo com relação ao endividamento da população.
“A gente não percebe a mesma coisa em termos de crescimento de produtividade, de consumo e de poupança. Isso significa que esse dinheiro está indo para algum lugar. Está indo pra pagar dívida, pra pagar consignado, pra apostas, pra bets. Não está ficando na economia real”, disse, acrescentando que o varejo “está quebrando” e que é preciso “virar a chave”.
O governador de São Paulo citou os 10 trilhões de reais de dívida do setor público e o déficit nominal de 8,6% do PIB (Produto Interno Bruto) e afirmou que o país caminha para uma “desaceleração” e “recessão”, aos moldes do governo Dilma Rousseff, com prêmio de risco semelhante ao da então gestão da petista.
“A precisa de alguém que traga uma equipe profissional, competente. Que tenha condição de transformar. E essa pessoa é o Flávio”, disse
“Esse movimento vai representar uma grande arrancada, vai ser um movimento muito bonito, um movimento verde-amarelo no dia da Independência. Um movimento que marca uma caminhada na direção da vitória”, prosseguiu.







