A comparação do visto brasileiro para aposentados com os de outros países
Índice comparou instrumentos de 46 países voltados à renda passiva
O visto de renda passiva do Brasil é um dos caminhos de residência mais acessíveis das Américas, mas a tributação da aposentadoria limita seu desempenho geral.
A avaliação faz parte de um ranking lançado nesta quarta-feira pela consultoria Global Citizen Solutions, especializada em planejamento de residência e cidadania.
O índice avalia 46 países de diferentes continentes, pontuando cada programa de vistos de aposentadoria e renda passiva em cinco pilares: qualidade de vida, mobilidade e cidadania, tributação, processo e custos.
O estudo calculou em 91,4 a pontuação geral do Brasil, colocando o país na 15ª posição.
O líder geral foi o Uruguai, com nota de 99,9. Os outros países das Américas mais bem posicionados são a Costa Rica, em 4º, e o Paraguai, em 6º.
O visto brasileiro exige a comprovação de renda estável de aposentadoria ou pensão de 2. 000 dólares por mês, não estabelece idade mínima, não exige compra de imóvel e possui amplas regras de inclusão familiar.
A melhor colocação do programa brasileiro foi na categoria de Mobilidade e Cidadania (6º lugar), já que existe a possibilidade de mobilidade no Mercosul e um caminho para a naturalização.
Já a pior posição foi em Otimização Tributária (35º lugar). O país tributa residentes com base em sua renda mundial, com alíquotas progressivas que chegam a 27,5%. Além disso, não há regime especial para aposentados ou acordos para evitar dupla tributação.
“É um dos programas mais acessíveis das Américas: barreira de renda baixa, sem idade mínima e um caminho claro para a cidadania. Mas quem tem renda global significativa precisa avaliar com atenção a tributação sobre a renda mundial antes de decidir. A escolha certa depende menos do clima e mais das regras fiscais e de residência de cada país”, avalia Laura Madrid, pesquisadora-chefe do Global Intelligence Unit da Global Citizen Solutions.







