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A aliados, Dilma diz que se sente ‘segura’ para depoimento

Presidente afastada conversou com senadores por telefone neste domingo e agradeceu apoio durante processo de impeachment

Por Da redação - 28 Aug 2016, 22h27

Durante reunião da oposição na casa da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), neste domingo, a presidente afastada Dilma Rousseff agradeceu e parabenizou os aliados pela atuação no processo de impeachment. A conversa ocorreu no viva-voz, por meio do telefone da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), que ligou diretamente para a presidente. Dilma está reunida com a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Ao ser questionada pelos parlamentares se ela está confiante para o interrogatório desta segunda-feira no Senado, Dilma disse que se sente “segura”.

Os senadores aproveitaram para desejar boa sorte à petista. A ligação durou cerca de dez minutos. Ela afirmou que não pensou sobre um prazo para encerrar o interrogatório de amanhã, mas avaliou que o assunto deve “se esgotar até o momento que for necessário”, mesmo que a sessão se estenda até a manhã de terça-feira.

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Entre os presentes no encontro estão os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Jorge Vianna (PT- AC), Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM), Paulo Paim (PT-RS), Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede – AP) e Lídice da Mata. Eles se reuniram para afinar a estratégia que vão adotar no interrogatório da presidente afastada. Antes das perguntas dos parlamentares, Dilma terá 30 minutos para fazer a sua defesa no plenário.

Segundo os aliados, a presidente afastada deve aproveitar o momento fazer uma retrospectiva e mostrar indicadores de sua gestão, falar sobre a ideia de um plebiscito para convocar novas eleições e também declarar que está em curso um golpe parlamentar. O tom deve ser mais político do que técnico.

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Dilma se reuniu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final da tarde deste domingo no Palácio da Alvorada para conversar sobre sua defesa. Lula deve acompanhar a presidente afastada no Senado nesta segunda.

(Com Estadão Conteúdo)

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