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No Facebook: post sobre preconceito com alguns tipos de emprego viraliza. Falamos com a autora do texto

No final de semana em que as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram aplicadas, Maria Eduarda Pontes se indignou com alguns posts no seu Facebook. Seus amigos na rede recomendavam que aqueles que não fossem bem no teste poderiam se candidatar a vagas de garçons e garçonetes — preconceito puro. Tais reações […]

Por Talissa Monteiro Atualizado em 30 jul 2020, 21h17 - Publicado em 22 nov 2016, 19h00

No final de semana em que as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram aplicadas, Maria Eduarda Pontes se indignou com alguns posts no seu Facebook. Seus amigos na rede recomendavam que aqueles que não fossem bem no teste poderiam se candidatar a vagas de garçons e garçonetes — preconceito puro.

Tais reações indignaram a estudante de Arquitetura e Urbanismo, de 23 anos, que resolveu se manifestar. Maria Eduarda trabalha em um buffet como copeira e escreveu sobre a sua experiência no Facebook. O post viralizou e teve mais de 50 mil curtidas. Ao #VirouViral, ela conta o que a motivou:

https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fmegpontes%2Fposts%2F1169239549824582&width=500

Por que você começou seu post com a referência ao McDonald’s? Vários colegas, inclusive da faculdade, estavam postando que quem fosse mal no Enem deveria mandar um currículo para a lanchonete. Fiquei indignada ao ver pessoas que eu conhecia diminuindo esse tipo de emprego.

Isso te motivou a falar sobre o assunto? Sim. Deu a entender que só se você não é bom o suficiente, está a serviço de alguém. Como muitos que compartilharam estudam na mesma faculdade que eu, de arquitetura, quis mostrar a eles, em meu Facebook, que a realidade não corresponde a esse preconceito.

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Por que você começou a trabalhar no buffet? Eu saí de casa para vir para São Paulo, para estudar, e preciso me manter aqui. Mas também estou em busca da minha liberdade financeira, já que tenho 23 anos e acho que minha mãe não tem a obrigação de me sustentar mais.

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Como foram as reações ao post? A maioria foi positiva. Algumas me emocionaram, como um rapaz que falou que eu dei voz para aqueles que trabalham no ramo. Também fiquei feliz quando uma mulher disse que nunca mais ia se diminuir por ser garçonete.

Todas foram positivas? Não. Algumas pessoas disseram que eu deveria estudar, sem se darem ao trabalho de ver que faço faculdade. Ou seja, já julgaram que eu não tenho qualificação por trabalhar no buffet. Também recebi comentários machistas dizendo que é melhor eu fazer isso do que ser mãe solteira.

Relembre

Uma história da jornalista Beatriz Franco também viralizou, em junho deste ano, ao falar sobre o seu trabalho como garçonete em uma doceria. Ela conta que foi demitida mas que, ao redigir o anúncio da vaga para uma amiga, dona do estabelecimento, resolveu se candidatar. Porém, teve que enfrentar o próprio preconceito para não esconder o novo serviço dos conhecidos. O jeito foi contar a história para os amigos do Facebook. O relato foi teve 230 mil curtidas. Confira:

https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fbeatriz.franco.792197%2Fposts%2F10153406726546735&width=500

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