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‘O Homem que Vendeu Sua Pele’: drama contundente indicado ao Oscar

Longa da Tunísia fala de personagem que, em troca de visto europeu, deixa artista famoso explorar sua imagem como homem-objeto

Por Isabela Boscov Atualizado em 4 out 2021, 10h27 - Publicado em 1 out 2021, 07h00

Na Síria de 2011, às vésperas da guerra civil, Sam (Yahya Mahayni) fala demais em público, em um arroubo de paixão por Abeer (Dea Liane), que namora em segredo — e só lhe resta fugir para o Líbano. Sua chance de reencontrar Abeer na Bélgica surge de forma estranha: um artista célebre quer estampar nas costas dele uma enorme tatuagem de um visto europeu, em troca de um de verdade, no passaporte. “Hoje, mercadorias circulam com muito mais liberdade que pessoas”, explica o artista, que, por contrato, tem o direito de levar Sam a galerias e exposições como quem leva uma tela. Contundente e exuberante, e dirigido com apuro notável, o longa da tunisiana Kaouther Ben Hania concorreu ao Oscar deste ano e, não fosse Druk, poderia muito bem tê-lo ganhado. Estreia na próxima quinta-feira, 7.

 

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