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‘Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre’: Um filme silenciosamente devastador

Despido de sentimentalismo, a produção de Eliza Hittman retrata o turbilhão na vida de uma jovem de 17 anos que planeja um aborto

Por Isabela Boscov Atualizado em 7 abr 2021, 08h45 - Publicado em 2 abr 2021, 07h00

No show de talentos da escola, Autumn (a excelente Sidney Flanagan), de 17 anos, se apresenta só ao violão e leva um insulto de um rapaz na plateia. No jantar em família, em seguida, o pai se recusa a cumprimentá-la pela performance, desdenhando da “cara amarrada” dela. Sempre quieta, Autumn está no meio de um turbilhão. Acaba de descobrir que está grávida; na clínica local, é submetida a uma tentativa de doutrinação; e descobre que na Pensilvânia precisaria de autorização dos pais para abortar. Junto da prima (Talia Ryder), que a apoia de forma inabalável, Autumn vai a Nova York atrás de ajuda. Despido de sentimentalismo e feito com naturalismo revigorante, o filme de Eliza Hittman é silenciosamente devastador.

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