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Livro imagina a vida da família Shakespeare frente à morte do filho

Em 'Hamnet', Maggie O’Farrell preenche lacunas da vida do garoto que, morto aos 11 anos, teria inspirado a magistral peça 'Hamlet' do dramaturgo inglês

Por Raquel Carneiro Atualizado em 13 set 2021, 10h08 - Publicado em 10 set 2021, 07h00
HAMNET, de Maggie O’Farrell (tradução de Regina Lyra; Intrínseca; 384 páginas; 64,90 reais e 44,90 reais o e-book) -
HAMNET, de Maggie O’Farrell (tradução de Regina Lyra; Intrínseca; 384 páginas; 64,90 reais e 44,90 reais o e-book) – ./.

Uma antiga especulação sustenta que Hamlet, a magistral peça de William Shakespeare, seria uma homenagem a um filho do bardo, Hamnet, morto aos 11 anos. Pouco se sabe sobre o garoto ou a causa de sua morte, apenas que era irmão gêmeo de Judith, caçula de Shakespeare e sua mulher, Anne Hathaway — a primogênita da família se chamava Susanna. A enorme lacuna histórica se revelou um campo extremamente promissor para a autora irlandesa, que neste romance imagina com sagacidade como teria sido a dinâmica do clã, na Inglaterra do século XVI, antes e depois da perda. Brincando com a similaridade entre os nomes da criança e da peça, o livro rebatiza outros personagens: Anne vira Agnes, por exemplo. O dramaturgo nunca é citado. Ausente, ele vive em Londres por causa do trabalho no teatro — Shakespeare realmente passava longas temporadas longe de sua cidade natal, Stratford-upon-Avon. A trama então se desdobra especialmente sobre a relação entre mãe e filho, e a inenarrável dor do luto.

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