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Exposição de Ivan Serpa, no CCBB, exalta versatilidade do artista carioca

'A Expressão do Concreto', em cartaz em São Paulo a partir de 4 de fevereiro, exibe trabalhos do célebre pintor que nunca se deixou aprisionar em rótulos

Por Marcelo Marthe Atualizado em 29 jan 2021, 09h13 - Publicado em 29 jan 2021, 07h00

Na geração de modernistas que renovaram a arte brasileira na segunda metade do século XX, o carioca Ivan Serpa ocupou papel singular. Nos anos 50, ele liderou o Grupo Frente, que reuniu figuras como Lygia Clark e Hélio Oiticica, impondo-se como um farol do movimento concretista. Mas Serpa, para irritação dos críticos e artistas mais ranhetas, nunca se deixou aprisionar em rótulos. Para além da abstração geométrica, ele foi da temática erótica ao surrealismo sombrio com igual brilho, como se constata nos 200 trabalhos dessa alentada retrospectiva — que chega a São Paulo após ser muito prejudicada pelas restrições da pandemia no Rio e em Belo Horizonte. Eis um artista que cultivou a liberdade criativa acima de tudo. Em cartaz a partir da quarta-feira 3, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo.

 

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