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‘Black Earth Rising’: As feridas éticas do genocídio em Ruanda

Série da BBC tem como protagonista uma sobrevivente do assassinato em massa da minoria étnica tútsi pelos rivais hutus, em 1994

Por Redação - 1 fev 2019, 07h00

(Disponível na Netflix) Sobrevivente do genocídio em Ruanda, Kate (Michaela Coel) cresceu em Londres, como filha adotiva de Eve Ashby (Harriet Walter), advogada especializada em crimes de guerra. A jovem não se lembra da família biológica, do nome de batismo, muito menos dos horrores do assassinato em massa da minoria étnica tútsi pelos rivais hutus, em 1994. Kate explode em fúria quando a mãe adotiva e seu chefe, Michael (John Goodman), assumem num tribunal internacional a acusação do general que foi herói na luta contra o genocídio. Com elenco impecável, a começar pela ótima Michaela Coel (de Chewing Gum), a série da BBC explora um novelo de incômodos éticos no qual não se salvam os personagens nem as partes reais do conflito, da ONU à França, com sua omissão vexaminosa em Ruanda.

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