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‘As Histórias de Pat Hobby’: do luxo ao lixo como roteirista em Hollywood

As especulações sobre o personagem do livro escrito por Scott Fitzgerald ser uma espécie de alter ego do autor faz completo sentido

Por Raquel Carneiro Atualizado em 28 fev 2020, 10h21 - Publicado em 28 fev 2020, 07h00
As Histórias de Pat Hobby, de F. Scott Fitzgerald (tradução de José Geraldo Couto; Todavia; 176 páginas; 49,90 reais e 29,90 reais na versão digital) ./.

Pat Hobby se deleitou no começo da Era de Ouro de Hollywood, quando ganhava bem por seus roteiros e colhia os louros da fama. Com a chegada da II Guerra, o roteirista passa a usar dos mais variados e questionáveis artifícios para conquistar os raros projetos que resistiam à crise econômica. Ao mesmo tempo, enrola-se com o álcool e a vida mundana, o flerte exagerado com secretárias e o hábito de atazanar executivos dos estúdios. Não deixam de fazer sentido as especulações de que Hobby seria um alter ego de Fitzgerald: da mesma forma que seu personagem, o autor foi do luxo ao lixo como roteirista em Hollywood, até morrer de infarto, aos 44 anos, em 1940. É inegável, de qualquer maneira, sua intimidade com os bastidores do cinema. O livro, com dezessete contos tragicômicos, é um dos últimos trabalhos do autor, que deixou ainda um romance inacabado sobre o mesmo universo.

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