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Vídeos inéditos do caso “rinha de pitbulls”

Cães vitoriosos são vendidos por até 200 000 reais no mercado ilegal

Por João Batista Jr. Atualizado em 30 jul 2020, 19h15 - Publicado em 19 dez 2019, 16h14

Além de chocar pela crueldade e barbárie, o caso do dos pitbulls de rinha resgatados em Mairiporã no domingo, 15, escancara a existência de um mercado ilegal que movimenta muito dinheiro. Há uma quadrilha internacional dedicada a duelar cães até a morte. Quem participa do show de horror tem a intenção de de apostar dinheiro, como as antigas rinhas de galo. “Encontramos no local 47 000 reais em espécie, mas novas investigações vão mostrar se havia apostas online”, diz o delegado Matheus Laiola, da Delegacia do Meio Ambiente de Curitiba. Havia na chácara envelopes para o depósito de dinheiro. Laiola se debruçou ao londo de quatro meses na investigação que culminou da prisão de 41 homens, sendo 40 deles presos logo em seguida, na operação deflagrada em Mairiporã. O caso começou em Curitiba após uma denúncia a respeito de cães criados para brigar.

A competição duraria uma semana. No ano passado, a mesma rinha de pitbull ocorreu na República Dominicana. “Estamos falando de gente com dinheiro e, em tese, esclarecida. O americano presente na rinha do Brasil é formado em medicina e vive na Califórnia”, diz o delegado Laiola. “Não houve policial que segurasse o choro ao ver como os animais estavam em estados deploráveis.”

Uma esteira era usada para treinar os animais, que precisavam correr em velocidades altíssimas, assim como carcaça de cães mortos era dada de forma a estimular a raiva dos bichos. Os pitbulls de rinha com vitórias são avaliados entre 50 000 e 200 000 reais no mercado ilegal. Cada centavo desse valor está sujo de sangue.

Dos 30 cães resgatados no local, onze foram para o Instituto Luisa Mell – dois não resistiram aos ferimentos. Outros cinco cães de rinha foram apreendidos ao longo da semana na Grande Curitiba. “Eles também eram treinados para duelar em rinhas”, diz o delegado Laiola.

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