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Rebecca Tavares, CEO da BrazilFoundation: ‘Ajudar é dever de todos’

Jantar de gala pretende arrecadar 450 000 dólares

Por João Batista Jr. - Atualizado em 13 nov 2019, 13h40 - Publicado em 13 nov 2019, 13h09

Doutora em Educação por Harvard e ganhadora do prêmio YaleWomen Impact Award, a californiana Rebecca Tavares assumiu o cargo de CEO da BrazilFoundation em agosto deste ano. Ela está à frente de uma entidade que, do ano 2000 para cá, mobilizou 50 milhões de dólares em trabalhos sociais em 26 estados do Brasil. Nos últimos anos, com as crises econômica e política do país, muitos empresários e integrantes da sociedade civil reduziram o volume de doações. Na noite desta quarta, 13, em São Paulo, está marcado um jantar de gala seguido de leilão para arrecadar fundos, tendo a atriz Camila Pitanga como mestre de cerimônias. Casada com brasileiro, e com um português impecável, Rebecca falou a VEJA sobre o que acredita ser um momento de resgate do otimismo:

Qual é a sua missão à frente da entidade? Quero torná-la mais presente dentro do atual momento, em que o setor empresarial tem assumido mais a sua responsabilidade social. Também queremos aumentar laços com trabalhadores de classe média. Há uma diáspora brasileira, com muita gente vivendo nos Estados Unidos e na Europa. No caso de quem vive nos Estados Unidos, doar para filantropia permite abater o imposto de renda. Quero expandir a filantropia entre integrantes da classe média.

Como a BrazilFoundation atua no Brasil? Apoiamos 600 projetos, em 26 estados no Brasil. Quero procurar parcerias para ajudar mais projetos de longo prazo. De 2000 até agora, foram 50 milhões de dólares arrecadados e investidos nos mais variados tipos de entidades.

A crise econômica e polícia diminui o apoio à filantropia? Sim, a BrazilFoundation passou por essa crise também, o que limitou a nossa chance de atuar. Mas estou otimista. Tenho visto muitas empresas e a sociedade como um todo querendo participar e apoiar.  Há um avanço no entendimento em todo o mundo de que diminuir a desigualdade social e aumentar as oportunidades é uma obrigação de todos. As novas gerações entendem que o trabalho não existe apenas como uma forma de ganhar dinheiro – ele deve vir com um propósito. A generosidade é sempre bem-vinda. Dar dinheiro no semáforo não resolve o problema da pessoa no longo prazo. Deve-se investir em filantropia como estratégia para diminuir barreira e criar possibilidades.

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Qual é a expectativa do leilão de São Paulo? Estamos ambiciosos. O último baile de gala de Nova York, tirando os custos, obteve-se 450 000 dólares. Esperamos algo parecido com a festa de São Paulo. Neste ano, a Chanel, nossa apoiadora, pediu para valorizarmos iniciativas criadas por mulheres, que fazem trabalhos formidáveis. Vai ser uma noite emocionante.

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