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‘Público de novela é conservador’, diz Reynaldo Gianecchini

Protagonista do folhetim das 9 da Globo ‘A Lei do Amor’ também fala sobre seu personagem: ‘Ele se emociona, mas não sofre e fica se lamentando’

Por Meire Kusumoto - Atualizado em 30 jul 2020, 21h37 - Publicado em 10 out 2016, 10h46
Reynaldo Gianecchini na festa de lançamento de 'A Lei do Amor' (Crédito: Felipe Cotrim/VEJA)

Reynaldo Gianecchini na festa de lançamento de ‘A Lei do Amor’ (Crédito: Felipe Cotrim/VEJA)

Mais bronzeado, com cabelos compridos e barba, Reynaldo Gianecchini assumiu das mãos de Chay Suede o protagonista Pedro da novela das 9 da Globo A Lei do Amor, no final da semana passada. O personagem é um mocinho clássico, ao contrário do que se viu em A Regra do Jogo, por exemplo, em que o protagonista, Romero (Alexandre Nero), era controverso e cheio de defeitos. “Acho o maior barato quem está querendo quebrar com o maniqueísmo em novelas, mas reconheço a dificuldade de fazer isso, porque os folhetins têm um público muito conservador, que está acostumado com aquela formulinha”, disse o ator em entrevista ao blog VEJA Gente durante a festa de lançamento de A Lei do Amor.

Ele, porém, defende tentativas nesse sentido. “Sempre vale a pena investir nos novos tempos e nas novas visões das coisas.”

Quanto a Pedro, Gianecchini afirma que, apesar de ser um mocinho clássico, não é nem um pouco sofredor. “Eu estou buscando bastante os defeitos dele, porque acho muito chato mocinho que não tem defeito. Na verdade, acho o Pedro um pouco atípico em relação aos outros, porque ele é muito ativo, ele vem para cobrar, para brigar com a família. Ele não é sofredor, já gravamos 22 capítulos e até agora eu não derramei nem sequer uma lágrima. Ele é muito inteiro, se emociona, mas não fica sofrendo e se lamentando.”

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O ator disse que está “a-do-ran-do” dar vida a Pedro, principalmente pelo momento político que o Brasil está vivendo. “Estou achando legal fazer esse personagem, principalmente agora, que a gente está vendo tanta gente sem caráter nesse país, nesse mundo. O universo está pedindo para a gente olhar para as pessoas legais”, disse.

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