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Pery Cartola sobre manual: “Não sei o motivo de tanta polêmica”

O tucano Pery Cartola, presidente da Câmara de São Bernardo do Campo, cria um manual de etiqueta — da altura da saia ao aperto de mão

Por Bruno Meier Atualizado em 23 jan 2017, 15h00 - Publicado em 23 jan 2017, 14h59
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Cartola: veto ao terno escuro com meia branca e às roupas femininas “tipo periguete”

 

Por que criou o manual? Aqui é uma casa pública, com funcionários do povo. Tempos atrás, servidores vinham de regata, short e chinelo. É inadmissível.

Dos hábitos vetados pelo manual, qual preocupa mais o senhor? Detesto os tapinhas nas costas. É um nojo. É o que mais tem na política.

Mas o senhor é político. Essa parte ruim eu não aprendi. A classe política já está totalmente marginalizada. Se a gente não se portar bem, não sei onde vamos parar. Trabalhei no setor privado e tento institucionalizar o que vi nas empresas. Quem vem com “ô meu amigo” e dá tapinha nas costas é falso.

No manual, o senhor diz que “o aperto de mão não deve ser mole ou apenas com a ponta dos dedos; deve ser firme e com três sacudidas compassadas”. Por quê? Muitos dão a mão mole, olhando para o outro lado, como se a pessoa fosse um leproso.

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O senhor teve ajuda para escrever essas recomendações? Nas questões femininas, mostrei o texto às minhas filhas e à minha mulher. Elas concordam que algumas meninas se vestem de forma imprópria.

Imprópria? Tipo periguete mesmo. Saia curta não é legal, nem muita maquiagem e saltos altíssimos. Aqui não é um ambiente de festa. Fora do trabalho, você vai me ver de bermuda, de camisa de time de futebol e chinelo. No trabalho, temos de saber nos portar.

Que instruções sobre vestuário são dadas aos homens? Recomendo não usar meias claras e brancas com trajes escuros. Meu, acredita que o cara vem de terno, gravata e meia branca? Você olha e fala: “Não é possível! Será o Michael Jackson dançando moon­walk?”.

Como as pessoas reagiram? Muitas têm achado estranho, e levei umas porradinhas de uns petistas, porque minha cidade é o berço do PT. Mas a maioria diz “que legal”, “parabéns”.

 

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