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Osklen retira do mercado máscara contra a Covid que gerou polêmica

Marca recuou na comercialização do acessório após ser acusada nas redes sociais de promover uma ação oportunista

Por João Batista Jr. - 6 May 2020, 16h52

Conectada com sustentabilidade, terceiro setor e novas práticas para um mundo melhor, a grife Osklen passou a ser malhada em redes sociais. A razão: na terça, 5, a empresa colocou à venda uma máscara contra a Covid por 147 reais em seu e-commerce. O objetivo era impulsionar as vendas para os dias das mães com um item que passou a ser necessário em tempos de pandemia. A cada duas máscaras vendidas, uma cesta básica seria doada. A iniciativa pegou mal. Seguidores e clientes disseram que a marca criada por Oskar Metsavaht foi “oportunista”, para ficar em um adjetivo publicável. Há muitas companhias vendendo máscaras no mercado, mas o preço da grife carioca foi considerado abusivo. Diante da grita geral, a Osklen decidiu tirar a máscara da discórdia do mercado e informa ter doado 50.000 máscaras nas últimas semanas. Procurada por VEJA, a empresa mandou o seguinte comunicado:

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“A Osklen entende que máscara é um produto para a defesa da saúde das pessoas. Por isso, no mês passado, a fábrica da marca foi remodelada para produzir 50 mil máscaras hospitalares que estão sendo doadas para profissionais de saúde. Ao saberem dessa ação, consumidores nos procuraram pedindo para que produzíssemos máscaras de tecido, produto que não faz parte do portfólio da marca. Criamos então o projeto máscaras, pensado com uma margem de retorno que apenas viabilizaria a operação, além de proporcionar a realização de mais uma ação social de doação de cestas básicas. No lançamento, realizado ontem (5 de maio), ouvimos a opinião pública. Decidimos então suspender a venda do pack e entendemos que é um momento de repensar o projeto. Independente disso, continuaremos com nossa ação social iniciada em abril de produzir e doar 50 mil máscaras hospitalares para profissionais de saúde”  

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