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O revés de Rose Miriam: “expulsa” da ação do inventário de Gugu

Juíza alega intenção de "tumultuar" o processo, entre outras coisas

Por João Batista Jr. - 28 Maio 2020, 09h21

Rose Miriam di Matteo sofreu um novo golpe em sua batalha pelo reconhecimento de união estável com Gugu Liberato. No dia 18 de maio, a mãe de João Augusto, Marina e Sofia foi retirada da ação de Inventário e Bens e Partilha do apresentador de TV, cuja fortuna está estimada em 1 bilhão de reais. No processo 1122050-41.2019.8.26.0100, o qual VEJA teve acesso via Diário Oficial Estadual, a juíza Eliane da Câmara Leite Ferreira, da 1º Vara da Família e Sucessões, argumentou que o entendimento foi mudado quando se soube da existência de um documento que demonstra, a princípio, a inexistência de união estável entre Rose e Gugu. A magistrada menciona ainda na decisão publicada que o mesmo contrato já havia sido analisado pelo Tribunal, afastando também, a “tese” de Rose Miriam.

Nessa decisão publicada no Diário Oficial, que tirou Rose do processo de inventário, a juíza ainda afirma que não há razão pela permanência da médica no inventário pelo fato de ter sido indeferido o pedido de reserva de bens, fazendo que sua permanência nas discussões do patrimônio sejam injustificáveis. A magistrada usa a parte final de seu despacho para dar uma bronca em Rose. “Se não bastasse os fatos expostos acima, a terceira vem tumultuando o andamento do feito, com a juntada de petições, cujo conteúdo foge ao objeto dos presentes, e supostamente, dando indevida publicidade dos atos processuais. Igualmente, o advogado da terceira (Rose) não terá mais acesso aos autos, devendo, todavia, ser intimado da presente decisão”, escreveu a magistrada, referindo-se a Nelson Wilians, responsável pela defesa de Rose. Cabe recurso e Rose pode reverter a decisão para voltar a acompanhar o inventário.

Como VEJA publicou em março, foi anexada ao processo uma escritura do livro 5.995, página 225 do 7º Tabelião de Notas de São Paulo. Nela, consta a doação de uma casa de Alphaville de Gugu para Rose, com seis suítes e valor venal de 1,8 milhão de reais. À época, tratava-se da residência onde a médica vivia com seus três filhos (o imóvel está até hoje no nome de Rose). Essa certidão em si é menos importante pela cessão da casa do que pelas informações que nele constam. O documento, lavrado no dia 24 de janeiro de 2012, traz outras implicações sobre a dinâmica da relação. Rose aparece ali como “solteira, segundo declarou, sem manter relacionamento”. Outro trecho diz que “reconhece que estão ligados tão e somente como pais e, portanto, são responsáveis pelo bem-estar dos filhos”. Esse documento parecia ser o ponto final no processo de união estável.

Salvático e Gugu, em Paris: casal de se tratava pelos apelidos Paxtel e Poxinha Reprodução/VEJA

Ainda não se sabe ao certo qual é o valor exato do patrimônio de Gugu. Dono de inúmeras empresas, algumas com participação de cotas e outras como único proprietário, todas as matrículas de imóveis e ações estão sendo requeridas para perícia e análise. Namorado de Gugu desde 2011, o chef sorveteiro Thiago Salvático também deu entrada com pedido de reconhecimento de união estável. Ele até o momento não integrou o inventário do apresentador falecido no ano passado vítima de um acidente doméstico, em Orlando.

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