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Remoção de vídeos e análise do MP: avanços do caso “Bel para Meninas”

A garota de 13 anos está impedida de se manifestar publicamente sobre o caso; mãe diz nunca ter batido ou deixado a filha de castigo

Por João Batista Jr. Atualizado em 28 Maio 2020, 14h20 - Publicado em 28 Maio 2020, 13h51

O caso do canal Bel para Meninas, acusado de postar no YouTube cenas constrangedoras de uma criança ao longo dos últimos anos, ganha novos contornos. Maurício e Francinete Peres Madaglena, os pais da criança, tiraram do ar todos os vídeos, que juntos somavam mais de 2 bilhões de visualizações. O ato se deu por meio de uma determinação judicial, que também pediu que a menor não se manifeste sobre o assunto publicamente. O Ministério Púbico analisa a acusação de exposição vexatória e constrangimento. O caso corre em segredo de Justiça. O canal tinha mais de 4.000 vídeos, postados nos últimos oito anos.

Na semana retrasada, o canal de Bel no YouTube motivou a discussão sobre qual é o limite da privacidade para uma criança transformada em produto rentável e a #SalveBelParaMeninas virou trending topic do Twitter. Motivo: um compilado de vídeos mostrava a garota de 13 anos em situação bastante desconfortável, na qual parecia contrariada por não poder usar uma mochila e passando mal ao comer uma refeição com aspecto de gororoba, entre outras cenas. O Conselho Tutelar de Maricá esteve duas vezes na casa onde moram Fran, Maurício, Bel e Nina, e prepararam um relatório a partir das visitas e conversas com os envolvidos. Procurados por VEJA via e-mail, os pais não responderam ao pedido de entrevista.

Pelo canal Bel Para Meninas, os pais postaram um vídeo-desabafo na quarta, 27: “Se algum vídeo pareceu ruim ou infeliz, não foi a nossa intenção. Se publicamos, foi porque não vimos maldade de nada. Eu nunca bati nas minhas filhas, nunca coloquei minhas filhas de castigo. As minhas filhas conheceram a agressão com essa campanha covarde”, disse a mãe. “Do dia para a noite, vimos nossa vida desmoronou por conta de fake news”, falou o pai. Sobre os vídeos removidos do canal, os pais disseram: “Vamos privar todos os vídeos que elas aparecem, não vamos excluir nada até porque é a nossa vida, mas estará disponível para qualquer autoridade que queira ver e ter acesso a isso.”

A exposição da filha Bel, iniciada em 2012 por meio de um canal do YouTube então dedicado a ensinar penteados de cabelo, se transformou em um negócio muito rentável. Entre canais dos pais e das filhas, a família soma 20 milhões de inscritos. Isso fora a publicação de quatro livros, de participação em eventos e de propaganda de produtos.

 

 

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