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A polêmica do canal ‘Bel para Meninas’: “Exposição vexatória e degradante” 

O perfil do YouTube motivou a discussão sobre qual é o limite da privacidade para uma criança transformada em produto rentável

Por João Batista Jr. - Atualizado em 22 Maio 2020, 11h43 - Publicado em 22 Maio 2020, 06h00

Com 7,6 milhões de inscritos, o canal do YouTube Bel para Meninas foi criado em 2013 por Francinete Peres Magdalena, de Maricá, no Rio, como forma de postar conteúdo de sua filha mais velha, a Bel. Na semana passada, a página motivou a discussão sobre qual é o limite da privacidade para uma criança transformada em produto rentável e a #SalveBelParaMeninas virou trending topic do Twitter. Motivo: um compilado de vídeos mostrava a garota de 13 anos em situação bastante desconfortável, na qual parecia contrariada por não poder usar uma mochila e passando mal ao comer uma refeição com aspecto de gororoba. Após receber uma saraivada de denúncias, o Conselho Tutelar fez duas visitas à residência da família e elaborou um parecer para o Ministério Público. VEJA apurou que o relatório cita “exposição vexatória e degradante”. Com base nisso, Fran pode ser denunciada por maus-tratos. Procurada pela reportagem, ela comentou o caso por e-mail: “Parece que a verdade não mais norteia as relações com o telespectador, leitor ou ouvinte, importando a notícia a qualquer preço, mesmo que seja falsa”. Fran fez da exposição da prole um negócio com ramificações. Ela, o marido (Maurício) e a caçula, Nina, de 5 anos, também têm canais no YouTube. Só o livro Segredos da Bel para Meninas, lançado em 2016, vendeu mais de 100 000 exemplares.

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Publicado em VEJA de 27 de maio de 2020, edição nº 2688

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