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Nova geração de ‘Dallas’ estreia esta noite na Warner

Criada por David Jacobs, a série original, exibida entre 1978 e 1991 pela CBS, marcou época e influenciou o surgimento de novas produções com narrativa de novela americana: histórias contínuas apoiadas em intrigas familiares, com base em reviravoltas ‘rocambolescas’ para gerar audiência. Dallas não foi a primeira. Um ano antes já havia estreado a sitcom Soap, que […]

(E-D) Patrick Duffy e Larry Hagman

Criada por David Jacobs, a série original, exibida entre 1978 e 1991 pela CBS, marcou época e influenciou o surgimento de novas produções com narrativa de novela americana: histórias contínuas apoiadas em intrigas familiares, com base em reviravoltas ‘rocambolescas’ para gerar audiência. Dallas não foi a primeira. Um ano antes já havia estreado a sitcom Soap, que fazia uma sátira às novelas americanas. Mas a produção de Jacobs foi a que definiu o gênero, o qual faz parte da programação seriada de hoje. Talvez por isso a nova geração não impressione, como ocorreu com a série original. Depois de tantas séries-novelas o público já está acostumado a esse formato, levando a nova versão a se tornar apenas mais uma. Mesmo assim, a audiência americana correspondeu às expectativas da produção. Com dez episódios, a primeira temporada estreou registrando 6.8 milhões de telespectadores, com 1.9 milhões entre o público alvo (18-49 anos).

A história dá continuidade à rivalidade que existia entre J.R. (Larry Hagman) e Bobby (Patrick Duffy), que agora será vista em seus respectivos filhos, John Ross (Josh Henderson) e Christopher (Jesse Metcalfe). Apaixonados pela mesma mulher, Elena (Jordana Brewster), a filha da cozinheira do rancho Southfork, os dois cresceram em meio a um triângulo amoroso. Em função de uma artimanha, Christopher trocou Elena por Rebecca (Julie Gonzalo), de quem está noivo.

Para quem não acompanhou a série original, John Ross nasceu no final da segunda temporada. Após o parto, Sue Ellen, que já era considerada alcoólatra, entra em depressão. Sua paternidade foi questionada por Cliff Barnes (Ken Kercheval), irmão de Pamela (esposa de Bobby), por acreditar ser o verdadeiro pai. No entanto, exames provaram que J.R. era o pai biológico de John Ross III. Com o tempo, Sue Ellen conseguiu criar laços afetivos com o filho, que se tornou objeto de chantagem. Quando ela tentou se divorciar de JR, este ameaçou lhe tirar a custódia. Por isso, Sue Ellen se manteve casada por mais tempo do que desejava. Após vários amantes, alguns deles professores do filho, Sue Ellen finalmente se divorcia, fugindo com um deles para a Europa e levando o filho com ela. Os dois retornam a Dallas nos filmes produzidos para dar sequência à série.

Na versão que estreia esta noite na Warner, John Ross culpa a mãe por tê-lo afastado do pai, impedindo-o de aprender como lidar com os negócios da família (apesar do filme Dallas: JR Returns ter terminado com John Ross voltando a viver com o pai para poder aprender como lidar com os negócios da família).

Atualmente, Sue Ellen é uma figura importante no cenário político de Dallas. Mantendo conexões em diversas áreas, ela pode se tornar candidata a governadora. Arrependida de ter afastado John Ross do pai, Sue Ellen oferece ao filho todo o apoio que ele precisar para enfrentar Bobby, que se recusa a permitir que ele explore petróleo no rancho.

Esta é uma promessa que Bobby fez à sua mãe, Dona Ellie, antes dela falecer. Tendo sido indicado por testamento como curador dos bens da família, é Bobby quem dita as regras no rancho. Ele costuma dar apoio incondicional às ideias do filho, que tenta encontrar uma forma de produzir energia alternativa. Para ajudá-lo, Bobby planeja vender o rancho Southfork (de novo).

Christopher é o filho de Kristin Shepard (Mary Crosby), irmã de Sue Ellen, e de Jeff Farraday (Art Hindle), com quem Kristin vivia na Califórnia. Após a morte de Kristin, Farraday vende a criança a Bobby, que o leva ao rancho Southfork com a intenção de entregá-lo a Sue Ellen e J.R. Mas ao vê-lo, Pamela, na época ainda casada com Bobby, pensa que o marido lhe fez uma surpresa ao apresentar-lhe o bebê que planeja adotar. Assim, Christopher é  legalmente adotado por Bobby e Pamela.

(E-D) Christopher, Rebbeca, Elena e John Ross

No início, desconfiando ser o pai da criança, J.R. faz chantagem com Bobby pelo controle da Petróleos Ewing. Mas uma investigação do passado de Kristin prova que J.R. não é o pai de Christopher. Alguns anos mais tarde, Bobby e Pamela revelam ao filho que ele é adotado (não me recordo se ele sabe quem são seus verdadeiros pais). Agora, na nova versão, o fato de ser adotivo leva John Ross a considerar Christopher um intruso na família.

No último filme da série, a Petróleos Ewing estava sob o comando de Bobby e Sue Ellen. Agora, ela é propriedade de Cliff Barnes (Ken Kercheval), que já ocupou a presidência da empresa por um período de tempo durante a produção da série, quando conseguiu tirar JR do comando. O personagem não aparece nos primeiros episódios, mas será visto em breve.

Bobby está em seu terceiro casamento. Depois de Pamela (Victoria Principal), que é apenas mencionada nessa nova versão, ele foi casado com April (Sheree J. Wilson), ex-esposa de Jack Ewing (Dack Rambo), primo de Bobby, que foi sequestrada e morta durante a lua de mel. Mais tarde, Bobby ficou noivo de Jenna Wade (Priscilla Presley), com quem teve um filho, Lucas. Mas ele a a deixou para voltar com Pamela. Assim, Jenna se casou com Ray Krebs e foi morar na Suíça. Após manter relacionamentos com Julia Cunningham e Jennifer Jansen (ambas vistas nos filmes sequências da série), Bobby se casou com Ann (Brenda Strong).

Além de Larry Hagman, Patrick Duffy e Linda Gray, os fãs poderão rever mais dois personagens que integraram o elenco da série original. Logo no início da cena do casamento, quem não ‘piscar o olho’, poderá ver Lucy Ewing (Charlene Tilton) e Ray Krebs (Steve Kanaly).

Ela é a filha de Gary, irmão de JR e Bobby. Por ser alcoólatra e não ter como sustentar a filha, ele deixa a menina para ser criada pelos avós, Jock e Ellie Ewing. A mãe de Lucy era uma garçonete menor de idade, que mais tarde se casa com Gary e vai morar com ele na Califórnia, onde estrelaram a spinoff de DallasKnots Landing. Já Ray é o filho bastardo de Jock, que, sem saber a verdade, trabalhou no rancho como capataz, mantendo um caso com Lucy, sua sobrinha. Depois que a verdade surge, ele é reconhecido por Jock e assume seu lugar na família.

J.R. também teve um filho bastardo, seu nome era James Richard Beaumont (Sasha Mitchell) que, após tentar manipular o pai recém descoberto, percebe não ser páreo para as maldades de JR. Assim, decide ir embora com a esposa, com quem tem um filho, Jimmy. JR teve um terceiro filho, fruto de sua relação com Cally (Cathy Podewell), com quem ele é forçado a se casar, tornando-a sua segunda esposa. Mas ela acaba se divorciando dele quando o convence que o pai de seu filho é James. Achando que ela está falando a verdade, ele a deixa partir.

O primeiro episódio da nova série serve para introduzir os novos personagens e situar o ambiente, bem como informar ao público que acompanhou a série original qual a situação atual dos antigos personagens. Vale a pena lembrar que o tempo passou para esses atores, em especial Larry Hagman e Patrick Duffy, que estão bem mais velhos em relação ao último filme de Dallas, produzido em 1998. Hagman, que foi diagnosticado com câncer durante a produção da primeira temporada desta nova versão, é o que tem a aparência mais fragilizada, precisando de apoio para se locomover.

Quem perder a estreia, que ocorre esta noite pelo canal Warner, às 22h, não precisa se preocupar, porque o segundo episódio explica tudo o que aconteceu no primeiro. Para quem gosta de diálogos expositivos e se diverte com sequências intermináveis de clichês, a nova geração de Dallas poderá se tornar uma opção de fim de noite. O tema de abertura ainda é a melhor parte da série.

Cliquem nas fotos para ampliar. 

Comentários
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  1. Comentado por:

    Michelle

    Minha mãe acompanhou essa série e me contava que o enredo era excelente. Agora vou assistir a continuação junto com ela. Assim, quando tiver dúvidas sobre alguma coisa no diálogo ou roteiro que não entendi, ela vai me ajudar 🙂

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  2. Comentado por:

    Rubens

    Nao me admiro que as pessoas mais velhas gostassem, principalmente as mulheres. Aquilo era um novelão… E pelo que ja li (e ouvi em um podcast) do que foi os dois primeiros episodios, a nova versao continua um novelao, com aqueles acontecimentos totalmente absurdos…

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  3. Comentado por:

    Claudia Costa Chaves

    Nós acompanhávamos em casa com minha mãe, que adorava. Ela apelidou a série de “Chifres” porque todo mundo chifrava todo mundo. Uma nota que talvez seja interessante explorar é a origem da atriz Jordana Brewster, que tem laços fortes com o Brasil. Ela é filha da atriz Maria João e fala português fluente, pois morou aqui um tempo. Ela e Morena Baccarin, filha da atriz Vera Setta, estão fazendo uma belíssima carreira nos EUA, sendo que Baccarin está numa super-série, Homeland.

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  4. Comentado por:

    Thiago

    Fernanda, apenas corrigindo: John Ross nasceu no final da segunda temporada, no episódio “John Ewing III: Segunda Parte”.
    Resposta – Obrigada Thiago. Me esqueço sempre que a primeira temporada teve apenas cinco episódios e que mais tarde ela foi anexada à segunda temporada. Abs.

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  5. Comentado por:

    Rubens

    Claudia, ator/atriz de origem estrangeira so faz sucesso nos EUA se forem capazes de falar ingles fluente, sem sotaque (obvio!) e, mesmo assim, se nao tiverem aquela “cara” latina tipica. Caso contrario, ficam limitados a papel de latinos. Por isso que pouquissimos brasileiros conseguem.

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  6. Comentado por:

    Sonia

    Entrei aqui porque sou antiga, mas não idiota. Queria ver que tipo de gente ainda aprecia esta bobagem, pois duvidava que ainda houvesse alguém tão bitolado a ponto de dar IBOPE para esta coisa. Já acho um absurdo gente que entende do assunto financiar um gênero tão defasado, que já era ruim, insuportável há… nem sei quantos anos, pois nunca consegui ver. Só ouvia falar e me dava náuseas. Aliás como me dão náusea as novelas globais. Ver tevê entretenimento só mesmo as séries de comédia da mesma Warner e os que não reapareceram: Person of interest, The Mentalist, The Protector… Mas, dá-lhe os escabrosos: CSIs de cá e de lá, Criminal minds – nada como inspirar as mentes nada sãs que vagam por aí! Quando é algo que vale a pena, some. E vem Grimm, Once upon a time – socorro! Quem inventou isto? E aqueles vampiros insuportáveis? e aquelas inúmeras médicas-legistas?Alguém conhece alguma?!!! Cruzes, americano é mórbido.

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  7. Comentado por:

    Wagner

    Tenho assistido os episódios de Dallas às 13:00h e esta semana não vi nenhum. Sabe me informar o que aconteceu? Estão passando outro seriado no mesmo horário.

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  8. Comentado por:

    Jorge

    Quando é que vamos ver a nova geração de Dallas? E em que canal?

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  9. Comentado por:

    Marie Concy Hayala

    Adoro Dallas, mostra tudo aquilo que as pessoas podem fazer por dinheiro. Estou esperando pra começar a segunda temporada.

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