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Tela Plana Por Blog Críticas e análises sobre o universo da televisão e das plataformas de streaming

Anya Taylor-Joy, a estrela de O Gambito da Rainha que conquistou Hollywood

Atriz viveu anos entre Argentina e Inglaterra, antes de se tornar queridinha de produtores de tramas de tom obscuro

Por Raquel Carneiro Atualizado em 25 nov 2020, 10h38 - Publicado em 25 nov 2020, 10h31

Há um mês, o rosto de Anya Taylor-Joy, com olhos grandes e expressivos e lábios em formato de coração estampa o ranking de mais assistidos da Netflix, com o cartaz da série O Gambito da Rainha. Na trama, Anya interpreta uma jovem órfã que é um prodígio no xadrez. Na mesma proporção que sua fama e conta bancária crescem, a protagonista se afunda em uma espiral de autodestruição, provocada pelos vícios e traumas do passado.

Batendo recordes de audiência na plataforma, O Gambito da Rainha é uma das grandes apostas da Netflix para a próxima temporada de premiações. E quem sai exaltada de tanta popularidade é a jovem protagonista.

Aos 24 anos de idade, Anya Josephine Marie Taylor-Joy é um raro exemplar de talento e presença de cena que atinge Hollywood como um cometa, de tempos em tempos. Antes de desembarcar na Netflix, Anya atraiu os holofotes com sua belíssima performance no filme de terror A Bruxa (2015). A facilidade em atuar e transmitir emoções com poucas palavras fez dela uma queridinha entre os produtores de suspense, o que a levou a seu primeiro grande filme, Fragmentado (2016), thriller de M. Night Shyamalan, em que ela interpretou uma jovem sequestrada por um homem perturbado, vivido por James McAvoy. Ainda participou da série de gangster Peaky Blinders e do longa de super-heróis Os Novos Mutantes.

Nascida em Miami, na Flórida, Anya carrega no sangue uma variedade de nacionalidades. Sua mãe é africana, de ascendência anglo-espanhola, e o pai escocês de família argentina. Anya passou boa parte da infância em Buenos Aires até a família se mudar para Londres. Ela voltaria à Argentina para estudar. Por anos se recusou a falar inglês em casa, tentando forçar os pais a voltarem ao país latino.

Antes de decidir ser atriz, aos 16 anos, foi modelo e bailarina. Seu rosto marcante, hoje parte intrínseca de seu sucesso, foi alvo de piadas na escola, período em que ela sofreu bullying, apelidada de “peixe” pelos colegas de classe. Na época, ela parou de se olhar no espelho. Agora, é difícil evitar que seu rosto atraia admiração, estampando cartazes no cinema e na TV.

A jovem já tem cinco filmes engatilhados para os próximos anos, entre eles outro de terror com uma pitada fashionista, batizado de Last Night in Soho, e a nova empreitada de George Miller no universo de Mad Max, o spin-off Furiosa – papel-título interpretado por Charlize Theron em Mad Max: Estrada da Fúria (2015), e que agora recai sobre Anya, que dará vida à poderosa protagonista na juventude. “Costumo me conectar com personagens de mundos obscuros. Há muita humanidade na dor e em momentos sombrios”, disse a jovem ao jornal The Guardian. Se nas telas, o mundo é obscuro e complicado, na vida real, o futuro de Anya parece ser cada vez mais brilhante e repleto de oportunidades. Assim esperamos.

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